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Diante de uma dificuldade
que nos parece
intransponível,
podemos assumir abandonar
a luta
ou entregar-se às soluções
possíveis,
que nos ajudem a superar
tudo...
Assim é a vida: desafiante
e grandiosa.
Estimula nosso coração
para a o combate,
quando as razões que nos
movem
valem a pena e nos
impulsionam
a buscar o melhor dentro
de nós mesmos!
Que tal se esse tempo de
Natal
nos condicione a pedir,
fervorosamente,
ao Menino Jesus que chega,
a força e a coragem
necessárias
para sermos bons, solidários
e perseguidores do bem?
Que tal se nossa coragem, quem sabe, enfraquecida,
conduza à busca dentro de
nós mesmos,
para que as promessas
desse tempo de mudança
sejam a verdadeira forma
de procurar a paz,
num mundo tão descrente e
frio?
Que tal reassumir a
determinação para a busca,
as certezas antigas talvez
esquecidas,
para que o nosso Natal
seja solidário e justo
e o Ano Novo aí vem seja o
prenúncio de mudanças,
tornando nossa vida mais
feliz?
É tempo de tentativas.
É tempo de correr riscos.
Vamos lá.
E que o Cristo-Menino nos
ajude a conseguir!
(Marieta, no Natal
de 2015)
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
NATAL DE MUDANÇAS
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
1964 - MEMÓRIA DE PRESOS POLITICOS EM FERNANDO DE NORONHA
Um livro escrito em maio de 1964 (Os
Idos de Março e a Queda em Abril), foi a primeira obra feita sobre o
golpe militar ocorrido naquele ano. Muitas discussões foram feitas em relação à
validade dele como subsídio para a História do Brasil, por tudo aquilo que
deixou de ser nele registrado. Um outro, publicado em outubro do mesmo ano, por
Aderbal Jurema, já exilado no Peru (Sexta-feira, 13 - Os Últimos Dias do
Governo João Goulart), contém também relatos dos acontecimentos
daqueles dias dramáticos.
O golpe militar-civil de 1964 voltaria a ser
tema de muitas outras obras, escritas por diversos entendidos do assunto,
inclusive por alguns dos 34 prisioneiros
confinados em Fernando de Noronha, entre 1964 e 1967, cada um
relatando as dificuldades enfrentadas e os poucos gestos de solidariedade
recebidos de alguns dos militares que serviam no Território Federal.
A leitura dessas vivências é comovedora. Aqueles
homens - na sua maioria jovens - em plena vivência de sua vida profissional (ou
preparando-se para ela como estudantes) registraram o dia a dia de um
confinamento não entendido nem aceito, sonhando com o momento da liberdade ou
do exílio que, para eles, haveria de chegar.
Alguns desses presos políticos, segregados em
Fernando de Noronha, externaram suas impressões do tempo ali vivido.
Prisioneiros políticos, militares, familiares e amigos desses, também
publicaram reminiscências - suas ou absorvidas daqueles com quem conviveram -
deixando um legado importantíssimo desse tempo prisional fernandino. Foi o caso
de:
1967 - Hélio Fernandes - Recordações de um
desterrado na ilha de Fernando de Noronha; Ed. Tribuna da Imprensa, Rio de Janeiro. s/d
1980 - João Seixas Dória - Eu, réu sem crime.
Editora Codecri. 1980.
1991 - Jório Machado - 1964: a Opressão dos
Quartéis. Ed. O Combate, 1991.
1996 -
Francisco de Assis Lemos: Nordeste: o Vietnã que não houve - Ligas
Camponesas e o golpe de 64. Editora da Universidade Estadual de Londrina, 1996.
1999 - Maria da Conceição Pinto de Góes - A
aposta de Luiz Ignácio Maranhão Filho. Cristãos e Comunista na Construção da
Utopia. Co-edição
UFRJ/Revan. 1970.
1999 -
Moacyr de Góes. (Org.) - Dois livros de Djalma Maranhão no Exílio.
Editora Prefeitura Municipal do Natal – Edição comemorativa dos 400 anos
da Cidade.
2000 - Bento da Gama Batista - 1964: Agonia em
Fernando de Noronha. Depoimento sobre o cárcere da ditadura militar.
Ed. Universitária,
UFPB. 2000.
2002 - Luiz Hugo Guimarães: - Recordações da ilha
maldita: 1964. Ed. Grafset. 1988.
2006 Fernando Coelho: Direita,
volver: o golpe de 1964 em Pernambuco. Recife: Bagaço,
2004.
2007 - Agassiz de Almeida: A Ditadura dos
Generais: estado militar na América Latina: o calvário na prisão.
Rio de Janeiro. Janeiro, Bertrand Brasil. 2007
2007 - Ayberê Ferreira: Das Ligas Camponesas à
Anistia: memórias de um militante trotskista, Prefeitura do Recife,
Secretaria de Cultura, Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2007
2007 - Heloneida Studart: Luiz, o santo ateu.
Natal/RN, Ed. Da UFRN. 2006.
Tomar conhecimento dessas histórias de vida, pelos
escritos ou pelo contato com os que ainda estão (ou estavam) vivos quando isso
foi possível, fez com que essas informações enriquecessem o Capítulo 5 do
nosso livro: Fernando de Noronha - Cinco Séculos de História, oferecendo
ao Brasil e, em especial, aos que vivem no Arquipélago, o conhecimento de uma
história verdadeira, triste em sofrimentos de tantos homens e heróica, por tudo
o que significou!
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
O MORRO DA CONCEIÇÃO AGORA É SANTUÁRIO
Uma mãe chamada de mais mil formas, com
mais de mil nomes. Uma mulher que se tornou a Mãe do Filho de Deus e, por isso,
acolheu toda a humanidade no seu regaço de amor, como nossa Mãe especialíssima.
MARIA disse sim. MARIA aceitou o doce encargo da maternidade divina. MARIA teve seu Filho ao seu lado, até o
momento supremo. MARIA sofreu por amor. MARIA foi levada ao céu, de onde
abençoa a cada um dos seus filhos na terra. MARIA desceu do céu, em diferentes lugares e em diversos momentos,
para lembrar essa proteção de Mãe que nos enternece.
Entre
esses inúmeros títulos e nomes recebidos, MARIA
foi declarada Imaculada, e assim é
venerada em dezembro como NOSSA SENHORA
DA CONCEIÇÃO, pela sua IMACULADA
CONCEIÇÃO e proclamada
pelo Imperador D. Pedro I como a Padroeira do Império Brasileiro, Foi considerada Padroeira Principal do Brasil, desde bula papal de Pio
XI, proclamando-a assim em 16 de julho de 1930. E é hoje designada
como Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
No Recife, ela tem um especial
lugar de procura e carinho, lá no alto, no morro que também tem seu nome: o MORRO DA CONCEIÇÃO.
Este é o tempo de subir o morro, rezar
no morro, entregar-se à festa religiosa/popular das mais queridas, com um longo
período de celebrações e atrações artísticas até que, desde a madrugada do dia
8 de dezembro, explode a emoção de todos os devotos, nesse feriado
diferenciado, que atrai milhares de pessoas, todos os anos.
Que a Virgem Imaculada do Morro da
Conceição – hoje transformada em SANTUÁRIO, por Decreto da Arquidiocese - abençoe
a todos nós, no seu dia, na sua festa, na cidade que a ama tanto, para que
tenhamos a paz que precisamos e a coragem para a luta, sempre!
A Imagem de Nossa
Senhora da Conceição
Lá no alto do morro, a imagem de 5,5m
de altura, feita na França no começo do século XX, vestida de branco e azul, de pé sobre o globo
terrestre, com as mãos em oração e uma cobra sob seus pés é vista de longe, de
vários lugares do Recife.Diante dela a igreja Matriz, de grandes proporções, e
a antiga capela de 1904, Um centro de devoção, procurado pelo povo de todas as
camadas sociais. Um lugar de romarias que acontecem todos os anos. Um
Santuário, por merecimento dado pelo povo e aclamado pelo Arcebispo Dom
Fernando Saburido.
Pena que ainda não tenha ocorrido o
reconhecimento desse conjunto harmonioso - imagem e capela – para que o lugar fosse
tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, o que é uma pena!
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
ANIVERSÁRIO DE INAUGURAÇÃO DO PALÁCIO SÃO MIGUEL
Hoje,
dia 1º de dezembro, é o aniversário
da inauguração do Palácio São Miguel,
sede da Administração do Distrito Estadual de Fernando de Noronha, erguido sobre as ruínas da antiga “DIRECTORIA DO PRESÍDIO“ e, na mesma
ocasião, inaugurava-se também o monumento em frente ao Palácio, em homenagem
aos 25 anos da 1ª travessia aérea sobre
o Atlântico, feita pelos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura
Cabral.
Localizado na Praça de Comando (antiga “Praça
d'Armas”) o Palácio São Miguel é um prédio isolado, circundado por terraços e servira,
na década de quarenta, ao comando do Grupo Antiaéreo do Destacamento Misto da
II Guerra Mundial.
Sua
solene inauguração aconteceu em 1º de
dezembro de 1947, sendo governador o Major Mário Fernandes Imbiriba. A
festa contou com ilustres personalidades brasileiras e portuguesas, porque, na
mesma ocasião, inaugurou-se também – em frente ao Palácio – um monumento doado
pelo
governo
português, construído em honra dos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
No monumento, foi depositada uma carta de próprio punho, feita por Gago
Coutinho (Sacadura Cabral já havia falecido), na qual relembra momentos daquela
travessia.
O
monumento comemorativo dos 25 anos da
chegada, na ilha, dos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral,
fica exatamente em frente ao Palácio. Nele, existem dois símbolos portugueses:
a Cruz de Cristo, no corpo do monumento e a esfera armilar, em
ferro, no alto da peça. Dois canhões do século XVIII, retirados do Forte do Bom
Jesus do Leão e duas Baterias Antiaéreas, do século XX, da II Guerra Mundial,
estão colocados de cada lado desse simbólico e expressivo bem cultural. Encerrada
dentro do monumento, está a carta do aviador Gago Coutinho.
Uma data histórica para todos os noronhenses!!!
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