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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

É FESTA NOVAMENTE NA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE


Dia 16 de novembro é uma data muito especial para Olinda. Neste dia foi criada – em 1676 - a DIOCESE DE OLINDA, tendo como instrumento de criação a Bula “Ad sacram Beati Petri sedem”, do Papa Inocêncio VIII. Um momento importante para esta parte do Nordeste do Brasil, até então sem autonomia eclesiástica, apenas sufragânea da Diocese de São Salvador da Bahia, desde 1624. E, na época, foi designado o seu primeiro Bispo: Dom Estêvão Brioso de Figueiredo.


Desde aquele momento inicial, a Igreja da Sé foi a Catedral da Diocese, como o é até os dias atuais e, mesmo tendo experimentado o incêndio holandês de 1631 e o abandono dos homens pelos tempos que se seguiram, o templo continuou lindamente fincado no alto do morro, descortinando beleza por todos os lados.


Olinda era considerada a “fina flor da fidalguia”, plantada num sítio que havia encantado o donatário Duarte Coelho no século XVI (uma das teorias para o seu nome, nascido da admiração daquele fidalgo ao dizer: “Oh! Linda situação para se erguer uma vila!”). No alto, em uma das sete colinas onde o traçado urbano haveria a se espalhar, estava a e, ao seu redor, derramava-se o casario, os muitos verdes, a visão do mar lá longe...


Em 5 de dezembro de 1910 a Diocese foi elevada à Arquidiocese e Sede Metropolitana, através do Decreto da Sagrada Congregação Consistorial. Seu primeiro Arcebispo foi Dom Luís Raimundo da Silva Brito.Oito anos mais tarde, pela Bula Cum urbis Recife, de 26 de julho de 1918, a ela seria anexado o Recife, que passara a ser a capital. E ela denominou-se, a partir dali, Arquidiocese de Olinda e Recife, única no Brasil a conter o nome de duas cidades na sua titulação.


Em dezembro de 2011, em meio a festas e acontecimentos, comemorou-se a existência tão antiga da arquidiocese pernambucana. Afinal, são 335 anos de vida, de tradição, de pioneirismo olindense, de uma fecunda evangelização através dos tempos.

Hoje, mais de três séculos depois, a Arquidiocese de Olinda e Recife está organizada em 103 paróquias, que pertencem aos cinco Vicariatos criados pelo Arcebispo atual, Dom Fernando Saburido, abrangendo a Região Metropolitana do Grande Recife, incluindo-se, também, o Arquipélago de Fernando de Noronha.


Na sua história de tantos feitos há o registro de muitos e santos Bispos e Arcebispos que, nesses séculos, a conduziram com apostólico zelo. Alguns se notabilizaram a seu tempo. Outros deixaram-se ficar na marca do seu pastoreio e dos seus passos de profeta, como o inesquecível Dom Helder Câmara, que levou a AOR por todos os lugares do mundo, na força da sua voz, dos seus escritos, da sua santidade e da luta em favor da Paz e da Justiça. E é ele que é procurado por tantos quantos visitam a Catedral, para ajoelharem-se diante do seu túmulo, fazerem seus pedidos e apresentarem suas orações...


Na data de festa de sua criação – 16 de novembro -, saudemos todos aqueles que escreveram seus nomes na história dessa antiga Diocese, hoje Arquidiocese! Saudemos os cristãos católicos que se orgulham do passado e veneram os que se fizeram dignos de honras e de saudades! Saudemos OLINDA, por tudo o que significa em Pernambuco, desde os áureos tempos em que floresceu pelas colinas suaves, implantando nela a civilização cristã!

sábado, 6 de agosto de 2011

SANTÍSSIMO SALVADOR DO MUNDO - PADROEIRO DE OLINDA


A festa existiu por muito tempo, em outras épocas. A cada dia 06 de agosto e em cada ano, a Igreja da Sé, Catedral da Arquidiocese de Olinda e Recife, engalanada, celebrava o Cristo transfigurado no Monte Tabor, o Salvador do Mundo, que veio ao mundo para salvar os homens. Depois, o descaso de muitos eliminou a comemoração oficial. E algumas vozes se levantaram para cobrar das autoridades civis e eclesiásticas aquele costume tão antigo, do qual todos pareciam esquecidos.

Uma voz, em especial, se fez ouvir, para cobrar o retorno à prática religiosa, fazendo justiça ao Filho de Deus, escolhido como padroeiro da Arquidioese e da cidade de Olinda. Foi Gaston Manguinho, com mais de 90 anos, a quem se havia dado o título de "Patriarca de Olinda", que coordenou os pedidos insistentes para que a festa voltasse a existir, e não apenas as comemorações modestas que marcavam esse dia que, inclusive, tinha sido o dia em que fora batizado, no final do século XIX, quando nascera...

Sua voz foi ouvida. E em 1978, restabeleceu-se a FESTA AO SALVADOR DO MUNDO que, a cada ano, foi atraindo as paróquias de Olinda, espalhando um saber que ficara guardado no tempo e que agora era retomado, pela cautela e fidelidade à verdade do historiador que criara o Instituto Histórico de Olinda, prestando agora mais um serviço exemplar à terra do seu amor e do seu carinho.

De lá para cá, nunca mais deixou-se de celebrar a data, incluída dentre os feriados municipais da cidade e profundamente vivenciada, com o envolvimento das igrejas olindenses, celebrações diárias e a Procissão deste dia 06 tão aguardado.

Atitudes assim não podem ser esquecidas. Vale recordar - como uma oração - o refrão do Hino da festa que diz: "Cristo, Salvador do Mundo de Olinda é o Padroeiro. Abençoa esta terra querida e dá paz ao mundo inteiro!"*
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* Hino ao Salvador do Mundo, de Marieta Borges e o Pe. Silvio Milanez

domingo, 16 de janeiro de 2011

ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE TEM MAIS UMA BASÍLICA



Mais um santuário da Arquidiocese de Olinda e Recife recebe o título de "Basílica Menor", concedido pelo Papa Bento XVI: a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, dos Salesianos do Recife. A proclamação dessa honraria foi feita hoje, dia 16 de janeiro, em celebração especial, naquele santuário, presidida pelo Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido.

Esse honroso título já foi dado nesta Arquidiocese a quatro outros templos, sempre reconhecendo-se o destaque de cada uma dessas Basílicas, tanto pela sua arquitetura, como um bem cultural de grande valor, como pelos trabalhos desenvolvidos nas suas comunidades.

No Recife, estão a Basílica da Penha e a Basílica do Carmo, ambas no centro da cidade. Em Jaboatão dos Guararapes está a Basílica de N.Sª Auxiliadora, da Colônia dos padres salesianos daquele município. Em Olinda está a Basílica de São Bento, do Mosteiro beneditino, situado no sítio histórico olindense. A esses se vem juntar mais um espaço cultural de grande beleza, ligando-o diretamente ao Vaticano, como acontece com todos os outros já elevados à essa honra.

A solicitação foi feita por Dom Fernando Saburido em 2010, em documento também assinado pelo Reitor da igreja salesiana, Dom Edvaldo Amaral, Arceebispo Emérito de Maceió/AL e até pouco tempo Delegado Eclesiástico de Fernando de Noronha. Padres e fieis frequentadores da igreja referendaram a solicitação, tendo a aprovação ocorrido em outubro do ano passado e agora sido concretizada, com a proclamação feita no dia de hoje.

A Basílica do Sagrado Coração de Jesus está situada no espaço ocupado pela Ordem Salesiana, no bairro da Boa Vista, vizinha ao Colégio Salesiano do Sagrado Coração e à Faculdade Salesiana do Nordeste - FASNE. Comporta cerca de mil pessoas e é um espaço muito procurado pelos recifenses para grande solenidades.

Ela e as demais Basílicas da AOR são filiadas à às quatro Basílicas maiores - São Pedro, São Paulo, São João de Latrão e Santa Maria Maior - situadas em Roma/ Italia.

A Igreja, em Pernambuco, está de parabéns!
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Foto 1: Basílica do Sagrado Coração de Jesus, dos Salesianos
Foto 2: Dom Edvaldo Amaral, Reitor da Basílica

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O MAIOR PRESÉPIO DO MUNDO ESTÁ EM OLINDA


É o segundo ano da experiência: em Olinda, a tradição de bonecos - pequenos (mamulengos) e grandes - transformam-se em figuras bíblicas, agigantadas, compondo um cenário surrealista no Morro do Carmo, rodeando a mais antiga igreja carmelita das Américas: a Igreja do Carmo de Olinda,

Como um passe de mágica, as cenas dão vida a momentos narrados na Bíblia, cercados da luz cenográfica que lhe concede uma a aparência e sonho e atrai multidões, envolvidos todos nessa beleza e nessa tradução natalina com a marca registrada da Cidade Capital da Cultura.

Nada ali é pequeno. Na ousadia das peças enormes, está o diferencial tão apreciado, na sua primeira aparição, em 2009, que se repete e se amplia para mostrar 140 figuras, algumas com a té 8m de tamanho, num conjunto repleto de grandeza e encanto!

Diante dele, famílias inteiras passeiam... Crianças deliciam-se na identificação do que contemplam. A música invade o ar, com tradicionais canções de Natal e música clássica, entremeada, por vezes, com jornadas de pastoril ou do cancioneiro popular. Uma deliciosa mistura de sons que levam longe a som do tempo natalino que se vive.

Até o "Dia de Reis", em 06 de janeiro, o PRESÉPIO GIGANTE" estará lá, para o deleite de todos, nascido da criatividade de um extraordinário artista: Fernando Augusto Gonçalves e sua equipe "SÓ-RISO". E como vale a pena correr para vê-lo, rezar diante dele, captar imagens incríveis, reviver um tempo olindense cheio de ternura e felicidade, que parecia ter-se acabado!

Venha. Não perca. Você pode estar diante de um empreendimento que recebeu o apoio oficial da Prefeitura Municipal e que é, por si só, talvez a mais bela manifestação de ARTE, no Natal de 2010...

sábado, 13 de novembro de 2010

16 DE NOVEMBRO DE 1676 - HÁ 334 ANOS CRIAVA-SE A DIOCESE DE OLINDA


Olhar Olinda, plantada entre verdes colinas, torres de Igrejas e mar que se oferece como um refrigério para os olhos, é sempre uma ocasião de louvação e deleite. Da "linda situação para se erguer uma vila" à ação, e aqueles ermos foram sendo povoados, pouco a pouco, sob a inspiração e a fé no Salvador do Mundo, seu padroeiro.

Nem o criminoso incêndio holandês de 1631 apagou seu brilho! Ferida em seus flancos, arruinada em seus bens culturais edificados, ela resistiu, deixou-se abandonar, restou lá, no alto que encantara o donatário desde 1535, para voltar a receber honrarias após a expulsão do invasor, em 1654, ganhando o foro de Cidade em 16 de novembro de 1676, com a criação da DIOCESE DE OLINDA, pela Bula papal "Ad Sacram Beati Petri Sedem", e a determinação de ser a Sé a sua Catedral.

Restabelecia-se um tempo de evidência e glória, ainda que a opulenta Vila estivesse ferida no seu abandono. A elevação da Sé a Catedral do Bispado que surgia, com seu Corpo Capitular, só poderia ser mesmo naquela Igreja, designada como primeira Paróquia do Salvador do Mundo desde 1534, antes mesmo que Duarte Coelho viesse tomar posse da sua Capitania. E sua primitiva construção, feita de taipa de mão e madeira, era testemunha da intenção de cristianizar-se as terras de Brasil.

Agora, 334 anos depois, Olinda não está sozinha, na identificação comorativa. Os séculos viram essa Diocese ser transformada em Arquidiocese - data centenária a ser comemorada neste em 05 de dezembro de 2010 - e a ela se viria juntar o Recife, em 1918.

Mas nesse 16 de novembro que aí vem é o momento primeiro que se rememora...

Saudemos essa Olinda fecunda e bela! Saudemos seu Padroeiro, o Santíssimo Salvador do Mundo! Saudemos os tempos novos que viram ser consolidade a vocação primeira da antiga Matriz, razão de orgulho e veneração de todos!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

DOM FERNANDO SABURIDO - UM ANO DE PASTOREIO EM OLINDA E R ECIFE



Não faltaram orações. Elas foram muitas... Elas foram constantes...

Todos tinham a boa lembrança da presença - na Arquidiocese de Olinda e Recife - do Bispo Auxiliar que nos veio, como um presente de Deus: Dom Fernando Saburido.

Beneditino, nascido numa pequena cidade de Pernambuco (em Jussaral, Cabo de Santo Agostinho), era ele o conterrâneo que voltava, agora como Titular, para cuidar desse rebanho, tão saudoso da passagem por aqui de Dom Helder Camara. Depois, na natural disposição das coisas do céu, ele nos deixou, mandado que fora para servir em Sobral, no Ceará, onde também se fez querido e onde realizou obras valiosas.

E os designios de Deus o trouxeram de volta à terra natal, ao sabor das preces que cresciam, pedindo essa designação, pela capacidade que demonstrara de ser um Pastor corajoso e manso, decidido e fervoroso, discípulo do outro, que se fora para a morada celeste e capaz de seguir seus passos e incentivar o seu ideário deixado.

Um ano se passou, desde a chegada de Dom Fernando. Um ano de graça, de conciliação, de paz, nesse pastoreio bem-vindo, que agora aniversaria... Todos o olham cheios de esperança, porque se sentem acolhidos de forma plena e fraterna. Todos se unem hoje para celebrar esse tempo novo e fecundo.

Parabéns, Dom Fernando Saburido!
Deus o conserve entre nós, para Sua glória e para que sejamos os fiéis dessa igreja peregrina, rumo ao alto!

sábado, 1 de maio de 2010

CURIOSIDADES DO MÊS DE MAIO EM OLINDA


É MAIO, uma vez mais, um mês tradicionalmente dedicado a MARIA e celebrado de muitas maneiras e em quase todas os lugares deste imenso Brasil...

Em Olinda, celebrar o mês mariano foi sempre um costume familiar e comunitário, com recitação do Terço nas casas e/ou nas igrejas e capelas, dentre as muitas erguidas para louvar a Mãe de Deus, desde o início da ocupação da "mimosa e sempre leal Vila d´Olinda"...

Durante séculos esses espaços de culto se localizavam apenas na área hoje definida como "sítios históricos", caracterizada pelas sete colinas suaves, onde se fez a colonização a partir de 1535, com a chegada do donatário Duarte Coelho. Foi a empolgação desse fidalgo português, diante da "linda situação para se construir uma vila" que fez Olinda surgir, do "sonho dos homens"... Mais tarde, já no final do século XIX, deu-se a corrida para as praias, para os "banhos de mar", por razões terapêuticas, estendendo-se a ocupação para os demais espaços do "Termo da Vila", povoando outros lugares e neles erguendo outras igrejas e capelas, a maioria delas dedicadas à "Senhora dos Mil Títulos".

E assim surgiram a Igreja de N.Sª do Monte (a destinação citada no Foral de Olinda, de 1537); a Igreja de N.Sª da Misericórdia, de 1540; a Igreja de N.Sª do Carmo (a mais antiga das Américas), de 1580; a Igreja de N.Sª das Neves, do Convento Franciscano (o mais antigo da Ordem, no Brasil), de 1585; a Igreja de N.Sª da Graça, do antigo Real Colégio dos Jesuítas, depois, Seminário de Olinda, de 1551; a Igreja de N.Sª da Conceição do Recolhimento das Dorotéas; a Igreja de N.Sª do Rosário dos Homens Pretos (a primeira erguida em terras brasileiras por escravos, que nela deixaram lindos arcos e painéis com pinturas em motivos africanos, somente aflorados na restauração de 1996; a Igreja de N.Sª do Amparo; a Igreja/Paróquia de N.Sª de Guadalupe dos Homens Pardos (a primeira no Brasil dedicada à Virgem de Guadalupe, padroeira da América Latina); a Igreja de N.Sª da Boa Hora; a Capela de N.Sª de Lourdes (do abrigo de idosos); a Capela da Rosa Mística... Todas essas somente no pequeno espaço onde a vila começou e até hoje razão de orgulho para os olindenses.

Depois, vieram outros tempos, surgiram outros bairros, na trilha da ocupação em direção ao mar e perto dele... Mais tarde, buscaram-se os morros, nas cercanias da cidade que crescia, mantendo-se o costume de cultuar Nossa Senhora nas igrejas e capelas, como a Igreja/Paróquia de N.Sª de Fátima, no Bairro Novo; a Igreja/Paróquia de N.Sª da Ajuda, no bairro de Peixinhos e as Capelas de N.Sª da Conceição e N.Sª do Perpétuo Socorro, a ela pertencentes; a Capela de N.Sª Conceição, no bairro de Casa Caiada; a Igreja/Paróquia de N.Sª da Assunção de Maria, no bairro de Rio Doce; as Capelas de N.Sª da Bondade, N.Sª do Perpétuo Socorro, N.Sª Auxiliadora e N.Sª do Carmo, pertencentes à Paróquia de Salgadinho e distribuídas em bairros populares; o Santuário da Mãe Rainha, no bairro de Ouro Preto, no morro onde existiu outrora o "Santuário de N.Sª da Encarnação, dos Recoletos de São Felipe Neri"... Todas em Olinda... Todas nas "muitas Olindas"... Isso sem contar os altares com magníficas imagens de Maria, sob tantas invocações, em igrejas com titulações não marianas (algumas com nomes bem estranhos, como N.Sª do Boi, do Convento de Santa Tereza, na entrada da cidade),

Afora esses espaços, especialmente erguidos para o culto regular, semanal, também se fez um nicho mariano, singelo e bonito, engastado junto ao Mercado da Ribeira, na área de restrita preservação, único não dedicado ao tema da Paixão de Cristo, dentre os que marcam os caminhos das Semanas Santas, a cada ano, e sim voltado para reverenciar a Mãe de Deus, e que só se abre para a reza do terço nas noites de Maio, com devotos sentados em assentos improvisados, diante daquele belo e pequeno altar, junto à rua e aos que por ela transitam.

Olinda e suas curiosidades. Olinda e seus mistérios, suas tradições fortes, enraizadas na alma do seu povo, contagiando a tantos quantos se apercebem dessas singularidades e por ela se encantam! Salve!

domingo, 28 de março de 2010

A CELEBRAÇÃO DA SEMANA SANTA EM OLINDA


As Confrarias, a Ordem Franciscana Secular, as Irmandades e Congregações religiosas de Olinda organizam, separadamente, suas Celebrações para a Semana Santa, com suas Procissões tradicionais (Procissão do Fogaréu, Procissão do Senhor Morto, Procissão da Ressurreição), suas Celebração Penitenciais e Confissões, suas Vigílias Pascais, suas Apresentações Artísticas nas Igrejas... Depois, em entendimento com da Prefeitura da Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade vivenciam uma programação especial para Semana Santa em 2010.

A disposição topográfica da cidade favorece o clima de recolhimento e participação, pelas ruas e ladeiras, com seu casario antigo, atraindo gente que vem para rezar ou vem apenas para assistir e entra no clima mágico que a tudo transforma...

Este ano, além das atividades nos templos e em seus entornos, será realizado também, pela segunda vez, o espetáculo Cenas de Cristo, apresentado durante quatro dias, em frente à Colina da Igreja do Carmo de Olinda, de 1º a 4 de abril, às 18h20, sob a direção do ator e diretor de teatro José Pimentel.

Pernambuco tem uma grande tradição e competência para teatralizar a Paixão... Este de Olinda é um espetáculo grandioso, ao ar livre, com um elenco de 30 atores e cerca de 50 figurantes, afora a participação de 30 alunos de escolas públicas de Olinda, na cena do Sermão da Montanha. São oito cenas, diante da majestosa Igreja do Carmo serve como cenário, no alto de uma colina suave, que permite uma visão perfeita da encenação.

Na Quinta-feira Santa, outro momento especial: a “Bênção dos Santos Óleos” na Igreja da Sé, Catedral do Arcebispado de Olinda e Recife, presidida pelo Arcebispo Dom Fernando Saburido, com a presença dos Párocos de toda a Arquidiocese que, após a celebração, levam para suas igrejas os óleos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos, abençoados na Missa.

Essa é a Olinda tradicional, cidade de cinco séculos, vivendo mais uma vez uma santa semana de oportunidades para uma mudança de vida, beleza naquilo que mostra e de fé!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ANIVERSÁRIO DA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE



Hoje é uma outra data especial para Olinda, embora muitos poucos se lembrem dela. Foi em 16 de novembro de 1676 que criou-se a DIOCESE DE OLINDA, muito tempo mais tarde transformada em ARQUIDIOCESE, tendo o Recife a ela unida. O instrumento de criação foi a Bula Papal "Ad sacram Beatri Petri", do Papa Inocêncio XI.

A Prelazia de Pernambuco
havia sido criada em 15 de julho de 1614 pela Bula Fasti novi orbis do Papa Paulo V. Em 06 de julho de 1624 o Papa Urbano VIII, com a Bula Romanus Pontifex, a constituiu sufragânea da então Diocese de São Salvador da Bahia. E em 1676 nascia a Diocese de Olinda, autônoma, tendo a Igreja da Sé como sua Catedral o o Santíssimo Salvador do Mundo.como seu Padroeiro (e Padroeiro de Olinda também).

Séculos mais tarde - em 5 de dezembro de 1910
- a Diocese foi elevada à Arquidiocese e Sede Metropolitana pelo Decreto da Sagrada Congregação Consistorial e, pela Bula Cum urbis Recife, do Papa Bento XV, de 26 de julho de 1918, passou a denominar-se Arquidiocese de Olinda e Recife - (Archidioecesis Olindensis et Recifensis) - título que tem até os dias atuais.

A Catedral da Arquidiocese continua a ser em Olinda, na Igreja da Se; a có-catedral está no Recife, na Igreja de São Pedro dos Clérigos. Nas duas igrejas são programadas as celebrações oficiais da AOR.

O primeiro Bispo foi Dom Estevão Brioso de Figueiredo, que esteve no cargo de 1677 a 1683. Dom Luis Raymundo da Silva Brito, estava à frente da Diocese desde 1901, quando tornou-se Arquidiocese. Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra foi o Arcebispo da época da anexação do Recife à Arquidiocese, em 1918.

Um Arcebispo destacou-se dos demais, no século XX: Dom Helder Camara, que assumiu em 1964 e tornou-se emérito em 1985. O atual Arcebispo Metropolitano é Dom Antônio Fernando Saburido.

A Arquidiocese de Olinda e Recife pertence ao Conselho Episcopal Regional Nordeste II, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB NE2.

Parabéns para nossa Arquidiocese!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

IGREJA DA SÉ - CATEDRAL DO ARCEBISPADO DE OLINDA E RECIFE


Segundo uma lendária referência, “numa disputa entre colonizadores e gentios, um risco foi feito no chão e dado o aviso que todo o índio que passasse daquela marca haveria de morrer. E os que passaram caíram mortos. E neste lugar se edificou o suntuoso templo do Salvador, matriz das demais igrejas de Olinda”.

Sabe-se que muito antes que o donatário da Capitania de Pernambuco – Duarte Coelho – chegasse às suas terras, criava-se em Portugal, por alvará régio, a PARÓQUIA DO SALVADOR DO MUNDO, em 05/10/1534, além da designação do seu 1º vigário: Padre Pedro de Figueira.

A construção primitiva iniciou-se em 1540 e foi feita de “taipa de mão e madeira”. Em 1578 um visitador dos Jesuítas descrevia a Sé como “formosa matriz, com três naves, muitas capelas ao redor...” Toda a obra foi concluída em 1621, às expensas do Senado da Câmara. Inclusive sua torre única e capelas. O incêndio ateado pelos holandeses, em 1631, danificariam causariam grande parte do templo, que aparece em telas pintadas por Franz Post, com andaimes, indicando já estar ele sendo recuperado...

Criada a Diocese de Olinda, em 16/11/1676, foi a elevada a Catedral desse Bispado e organizado o seu Corpo Capitular. Dois séculos se passariam para que uma grande restauração fosse autorizada, infelizmente alterando completamente suas linhas arquitetônicas, acrescentando-lhe mais uma torre e dando-lhe uma aparência gótica. Essa imagem perduraria até 1974, quando sua reconstrução aconteceu, voltando às linhas antigas mas deixando ficar a volumetria que surgira com o acréscimo de uma outra torre. Infelizmente, todo o acervo móvel anterior não mais voltou à Sé. Obras de arte em pinturas, azulejos, mosaicos, talhas e móveis do passado fora transferido para outros locais e por lá ficaram.

Em 1983, inaugurava-se a Sé, com o seu aspecto atual, com fachada em estilo renascentista-maneirista, portas ladeadas por colunas jônicas. São três naves no seu interior, separadas por arcos que apresentam colunas toscanas, ambos de cantaria. A Capela-mor é tipicamente Renascentista. Nela estão as cadeiras do Cabido Metropolitano. Ao centro, sob o Cristo Crucificado, a Cadeira Episcopal, ricamente entalhada. Duas capelas colaterais profundas, uma para o Santíssimo Sacramento e outra do Santo Cristo, possuem retábulo em talha dourada e barra de azulejos antigos. Quatro outras capelas laterais possuem passagens inter-comunicantes entre si e estão hoje desprovidas de ornamentos. À direita da nave, suspenso junto a uma coluna está a imagem do Salvador do Mundo, em tamanho natural, vinda da França.

A belíssima Sacristia tem móveis em jacarandá que guardam um tesouro em vestes litúrgicas, No 1º andar, está a Sala do Cabido Metropolitano, com móveis valiosos, balcão em muxarabi e a cama onde dormiu o Papa João Paulo II, em sua visita a Pernambuco. Um alpendre abre a vista para o esplêndido terraço, de onde se descortina uma privilegiada visão do casario, monumentos e do mar de Olinda.

Na parte posterior da edificação está a sala que guarda os restos mortais da maioria dos Bispos e Arcebispos de Olinda e Recife, exceto Dom Vital, sepultado na Basílica da Penha e Dom Helder Camara, cuja tumba, singela, está junto ao altar-mor da Catedral, visitada constantemente por todos que entram na Sé.

A Sé Catedral é um dos maiores patrimônios culturais do Brasil!

domingo, 16 de agosto de 2009

É HOJE: BEM-VINDO, DOM FERNANDO!


Por onde andavas, peregrino de Deus,
Nesses caminhos percorridos
Depois que partistes?
O que te fez cativo das terras cearenses,
Nessa entrega confiante que aceitaste viver,
Ao partir de Olinda e Recife,
Que já te amava tanto?
Será que teu coração de monge e de padre
Estremeceu ao saber-se indicado para a tua própria terra,
Esperado por todos como uma luz que clareia caminhos?
É assim, Arcebispo querido,
Que te esperamos...
Com o a alma em festa
E o coração cantando...
É assim que te recebemos hoje,
Na solenidade daquela Senhora que foi levada para o céu,
Repetindo agora a acolhida antes ocorrida,
Quando vieste como Auxiliar, apenas.
É assim que te acolhemos,
Fraterno monge, nosso Pastor,
Com os braços abertos
E disponibilidade maior de servir, também!
Dom Fernando Saburido,
Que chegas como titular à 3ª Diocese criada no Brasil,
Para tornar realidade o sonho de todos
De ter-te como nosso 8º Metropolita,
Os anjos que te conduzem trazem consigo
O eco de uma voz marcante
Que deu início à tua caminhada de padre...
Foi ele, o Dom da Paz, certamente,
Que ouviu nossos anseios
E te trouxe de volta para casa...
Seja bem-vindo, Pastor...
Seja bem-vindo portador da Paz e da Esperança!