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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

CONCEITO

Cada um
é um ser único,
singular, inigualável,
na sua maravilhosa maneira de ser,
como quis o Criador.

“Se sou diferente de ti,
ao invés de te esvaziar,
eu te completo.”
Por que supor
semelhanças na afeição,
ou no conceito
que os outros têm de nós?

Por que temer concorrências
se não estimas iguais
e, quem gosta de mim,
gosta de certa forma de mim
e, de outra forma dos outros?

Por quê?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

LIBERDADE

Não é fácil ser livre
e viver a liberdade
em atitude plena.

São tantos os apegos humanos...
São tantos e tão fortes
os laços que nos prendem
que, por vezes,
sacrificamos a sonhada liberdade
pelos enraizamentos
que nos permitimos acolher
e que acabam se espalhando
pela alma toda...

Não é fácil ser livre
e saborear essa independência de espírito,
sem riscos, sem conseqüências.

São tão grandes os muros
que erguemos no coração...
São tão definitivos
os sentimentos de posse
– material e afetiva –
que, quase sempre,
nossa liberdade se esvai, como fumaça,
deixando-nos sofridos,
com os inúteis fardos,
que pesam nos ombros
e cerceiam o carminho...

Não é fácil ser livre,
embora com isso sonhem
todos os homens!


(do meu livro "Em louvor do amigo")

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

INVOCAÇÃO

Que cessam todos os limites,
sobretudo (e principalmente)
os invisíveis laços
que podem tolher a liberdade...

Que se acabem todas as opressões.
Em especial (e primeiramente)
as formas disfarçadas
de domínio, de coração, de força...

Que se destruam todas as barreiras.
Particularmente (e que seja logo...)
aquelas que se erguem no coração,
impedindo que o amor se exteriorize...

Que o homem seja livre,
soberano e senhor do seu destino,
capaz de entregar-se

à grande aventura de cada dia,
guardando, na alma,
a chama quente da ternura infinita...

Que seja a semente geradora
de enormes ideais,
a ser plantada no coração
do amigo, do companheiro, do amado...
Que assim seja,
para que retorne ao mundo
a felicidade, a paz, o bem!
(Publicado no meu livro "No silêncio do Coração" - Catolicanet, 2006)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

PARA UMA AMIGA QUE SE FOI...


Foi para isso que Dorinha viveu:
para fazer os outros felizes...

Desdobrava-se nos cuidados
com todos aqueles que lhe eram caros.
Acolhia no coração as expressões de amizade
e a elas retribuía,
como uma fada boa, feita de ternura...

Foi para amar que Dorinha viveu:
amando a vida e aos que dela se acercavam...

Muito mais que cuidar de si
ela cuidou de muitos,
nos mais simples afazeres de cada dia
e nos difíceis tempos que cada um
precisasse atravessar...

Foi para servir que Dorinha viveu:
sem reservas, sem desculpas...

Sempre repleta de carinho,
(um carinho que agora nos faz tanta falta)
ela nos impregnou de sua fortaleza,
como um exemplo de mulher verdadeira,
pronta para ajudar sem medidas....

Que Deus a receba em Sua glória
e nos console, nessa saudade tão grande
que nos resta!
Amém.

domingo, 19 de outubro de 2008

AOS MÉDICOS DE TODOS OS TEMPOS...


Eles existem, graças a Deus!
Jovens ou velhos,
homens ou mulheres,
sisudos ou extrovertidos,
carregam na alma uma marca especial
que lhes atribui uma força e um poder,
quase mágicos...

Na hora da dor, eles chegam.
A esperança chega também
e faz ressurgir a crença na vida;
a luz de um alívio
que costuma se instalar;
até um tolerar mais sereno,
mais confiante, mais forte e verdadeiro.

Às vezes parecem falhar,
quando o controle lhes foge das mãos,
as tentativas perdem o efeito
e a inesperada hora se avizinha...
Na maioria das vezes, porém,
as vitórias se sucedem,
desfraldando bandeiras de alegria!

Parecem seres solidários,
cheios de fardos nos ombros,
imbuídos de responsabilidades
aparentemente maiores do que
a sua humana capacidade
de suportá-las, de conviver com elas,
de assumi-las...

Para muitos, são dignos de pena,
pelos sacrifícios a que se obrigam,
pelas horas de expectativa e risco,
pelas madrugadas insones,
pela coragem com que são capazes
de dizer quem venceu:
se foi a vida ou a morte.

Assim são os médicos.
Gente indispensável.
Gente feita de luz.
Gente que a gente abraça,
reverencia, beija e agradece,
porque, graças a Deus,
eles existem!

(18 de outubro – DIA DO MÉDICO)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

CUIDADOS...


Para que a amizade sobreviva
são precisos cuidados pequenos e singelos...

Não basta gostar.
É preciso dizê-lo.
Não basta, apenas,
emocionar-se com o amigo de longe.
É preciso atingi-lo, expressando carinho.
Não basta julgar-se amado.
É preciso acercar-se dele
e encontrar respostas,
na especial forma de atenção.

Para que a amizade exista
são necessários cuidados,
constantes, verdadeiros,
cheios de cautela e de carinho,
como se faz com a planta,
para que ela floresça em paz!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

HOMENAGEM AO "DIA DO PROFESSOR"


Cobram de ti, a cada dia,
a chama de um entusiasmo permanente
que as dificuldades da vida
e a aspereza do mundo
teimam em pretender apagar...

E tu resistes.

Teu rosto feliz,
espelho das verdades que apregoas,
transparece a certeza
dos que chegaram longe,
bem lá onde pretendiam...

E enquanto arrastas pelo exemplo,
ocultas no coração toda a mágoa porventura existente,
sem jamais deixá-la aflorar,
em respeito àqueles a quem ensinas.

Não foi o acaso que te fez professor...

Desde sempre, desde muito,
essa vontade de servir impelia teu coração ansioso
e te arrastava, como um impetuoso e imbatível vento,
por caminhos difíceis de percorrer,
mas infinitamente doces para serem descobertos,
nesse vagabundear de almas talhadas
para missões tão especiais
que as limitações terrenas não ousam conter...

Deus te guarde, professor,
na fidelidade da tua predestinação,
para a coragem de recomeçar sempre,
sem jamais se de
ixar abater.



Deus te guarde, PROFESSOR!

(Publicado no meu livro "Cantando o amor o ano inteiro", Paulinas, 1986)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

AH! CRIANÇAS, CRIANÇAS...


Elas chegam.
Trazem gorjeios nas vozes que se misturam;
lufadas de vento na pressa com que se agitam;
doçura no olhar desarmado
com que enfrentam nosso enorme muro
de descrença e solidão.

Não pedem nada
que não lhes seja vital,
como água, ar, afeto...

Seguram-se em nossas mãos
– como a buscar força –
e, na aparente vulnerabilidade,
carregam o esquecido mundo

que já foi nosso e sabemos ser tão forte,
que jamais pode ser superado.

Ah! Crianças, crianças...
Não cresçam logo! Não tenham pressa!
Deixem-nos a árdua tarefa
de abrir veredas

por onde vocês tagarelarão, contentes e soltas,
enquanto podem sentir asas nos pés
e, nas mãos, alados cavalos de sonho...

O mundo, esse “nosso mundo”,
grande e sério,
só se lembra do riso fácil
e de como é simples ser saciado,
quando se olha
– como num espelho -
no reflexo, na medida, na verdade maravilhosa
contida no amor de um menino.

Ah! Crianças... Ah! Crianças!...

(Publicado no meu livro “Cantando o amor o ano inteiro”, Paulinas/SP, 1986)

sábado, 4 de outubro de 2008

PRECE A SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Hoje é dia de São Francisco de Assis, que viveu na Itália há quase oitocentos anos e é, até hoje, venerado em todo o mundo.

Nascido em berço de ouro mas desapegado dos bens materiais, renunciou à riqueza e passou a viver na mais absoluta pobreza.

Fundou duas das maiores congregações religiosas da Igreja: os FRANCISCANOS e as CLARISSAS e ainda reuniu pessoas comuns, leigas, que viviam no mundo mas queriam seguir seus ideais, criando as “Ordens Terceiras”, dando-lhe o direito de partilhar a espiritualidade franciscana,

São Francisco amava a natureza... Chamava às aves, às árvores, à água, ao sol e a tudo que tivesse vida de “irmãos”. Por isso, foi proclamado PATRONO DA ECOLOGIA.

Por isso, neste dia 04 de outubro, saudemos o “pobrezinho de Assis” fazendo nossa PRECE A SÃO FRANCISCO
*****************************************

Para lembrá-lo, basta pensar em pássaros, árvores,
águas que correm, montanhas que se erguem,
céus de azul intenso, ondas que se formam nas praias,
e tantas outras maravilhas

que a natureza – zelosamente - guarda,
temendo que o homem venha e a tudo modifique...

Francisco, o santo dos espaços grandiosos,
Sereno e docemente dirigindo-se a tudo o que o rodeava,
tudo elevando à honra de “irmão”,
por acreditar-se – humildemente –
um entre tantos, dentre os nascidos
do coração bondoso do Pai.

Francisco, o santo da partilha e da afeição,
da doçura e da mansidão,
dos gestos de acolhida e das profundas reflexões,
em todos deixando uma marca única,
capaz de atravessar os séculos,
como o mais querido dentre os queridos de Deus...

Francisco, exemplo da perfeição e da plenitude,
na vida consagrada, modelo para outras vidas,
inspirador do bem-querer aos que estão entre nós,
sejam eles capazes de raciocínios inteligentes
ou, tão somente, seres irracionais,
dotados de candura e graça...

Francisco – o santo da natureza e do coração,
da verdade e da coragem, dos gestos inesperados
e dos combates por causas justas...
Francisco, o pobrezinho de Assis,
inspirador de vidas, formador de seguidores,
para sempre amado.
Amém.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

AMIZADE


Acho que a Amizade é isso:
- uma vontade bem grande
de ver você muitas vezes;
de olhar seus olhos limpos
e neles espelhar meu rosto
(ou “sentir” sua alma)...

Acho que a Amizade é assim:
- uma festa no coração
quando o encontro;
uma alegria infinita
quando estendo os braços
e o abraço...

Acho que a Amizade é o nossa:
- para além das fronteiras do “tudo”...
- fortalecida pelos pequenos “nadas” de cada dia...

Acho que a Amizade é para sempre,
como uma soberba palmeira
que os ventos podem castigar
(com jeito de quem quer dobrá-la)
e não lucram nada,
porque existem raízes
que vento nenhum derruba!

Acho
Acho que o meu amigo é VOCÊ!!!

(Publicado no meu livro “As muitas faces do bem-querer”, Recife, 1981)

sábado, 27 de setembro de 2008

SABEDORIA DE DOM HELDER

"Existem pessoas que são como a cana:
mesmo postas na moenda, reduzidas a bagaço,
só sabem dar doçura."
Dom Helder Câmara

sábado, 20 de setembro de 2008

SAUDAÇÃO À ÁRVORE



Existes.
És um poema verde, por Deus pensado
para ser guarida, repouso, remanso...

Nenhum acaso te fez bonita como és.

Desde sempre o Criador te quis verde-esperança,
plantada como refúgio de aves cansadas por incessantes vôos,
ou porto de chegada de andarilhos homens,
no cansaço que resta
ao fim das caminhadas longas.

Árvore amiga,
verde amigo,
quase te escuto cantando
a melodia que brota do sereno aconchego
do vento entre teus fartos cabelos-galhos...

Quase te vejo andando,
no suave ondular do teu tronco
quando a brisa sopra...

Quase te vejo na luta,
quando te açoitam as pancadas inevitáveis,
nascidas dos instantes de tempestade...

És como a vida:
há momentos de sorver a calmaria
em pequeninos tragos quase inconscientes;

há momentos de entregar-se ao vendaval da dor
que machuca, infalivelmente,
sabendo-se que, no entanto, que nada é definitivo:
nem a paz, nem a guerra,
pois todo o plano do Criador acontece,
serenamente,
nas criaturas que Ele fez,
no tempo,
no ar,
na árvore aparentemente sem importância!

Árvore amiga,
verde-amigo,
que lição continuas a dar aos homens,
sempre, sempre, sempre!

(Publicado no meu livro “Cantando o amor o ano inteiro”, Paulinas/ SP, 1986)

- HOMENAGEM AO "DIA DA ÁRVORE" - 21 de setembro

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

LEMBRANDO DOM HELDER CAMARA

Mais um lindo pensamento de Dom Helder Camara, que merece ser partilhado:

Aceita as surpresas
que transtornam teus planos
derrubam teus sonhos,
dão rumo totalmente diverso
ao teu dia
e, quem sabe,à tua vida......

Não há acaso.
Dá liberdade ao Pai,
para que Ele mesmo
conduza a trama
dos teus dias.

(Dom Helder Camara)

domingo, 14 de setembro de 2008

DEVE FICAR...


Deve ficar,
nos lugares onde vivemos,
a lembrança de nossa presença,
como uma marca...

Eco de palavras,
carregadas de emoção.

Sonho de passagens,
em andanças de tantos dias.

Cheiro de um tempo distante.
Rastro de passos que se foram...

Deve ficar,
por essas paredes,
por esses telhados,
por esses caminhos,
a nossa irreal presença,
impressa, indelevelmente,
naquilo que fomos
... e não seremos nunca mais!

(Do meu livro "No silêncio do coração")

domingo, 7 de setembro de 2008

MINHA PÁTRIA, MEU AMOR!


Foi em seu solo fértil
Que me fiz gente.
Foi a ela que cantei
O meu amor juvenil e adulto.
Foi por ela que cresci
Buscando a minha maneira
De provar ser merecedora
De ser chamada filha...

Que importa se muitos dos nela nascidos
Não criaram raízes
Nem se sentiram motivados
Para defenderem-na na paz ou na luta...

Que importa se alguns dos seus filhos
Foram traidores, omissos, rancorosos,
Portando-se de forma vil
Nos momentos em que foram solicitados...

Importa, realmente, que a legião dos homens de fé
Continuem a sua dedicação exclusiva
E mantenham acesa no coração
A chama do amor por este Brasil sofrido e amado...

Importa, sobretudo, que nunca o desencanto
Abata nossa certeza e arrefeça o nosso amor,
Para que possamos crer que ainda há esperança,
De merecermos um Brasil digno e grande.

Importa ser brasileiro de verdade,
E por toda a vida!


(No "Dia da Independência, em 2008)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


É de paz
o canto de quem ama
e, pelo amigo,
rompe a madrugada,
a cantar a espera,
a cantar a luz,
enquanto vem a aurora.

É de alergia
o canto de quem se enreda
na teia da afeição verdadeira
e, pelo amigo,
resiste, luta e sofre,
no bom combate,
quando houver batalha.

É de esperança
o canto de amizade
que espalha luz
na escuridão do mundo,
iluminando as trevas de tristeza
que se hajam erguido
enquanto vinha a noite.

É de amor
o canto que ressurge
e que ecoa pelo espaço aberto,
apregoando uma ventura infinda
que é a de amar e ser correspondido,
tendo, no gosto bom do amor,
a chama de eternidade.

Paz. Alegria. Esperança. Amor.
Cantos que explodem, se assim manda o coração

(contido no meu livro "Em ouvor do amigo")

sábado, 30 de agosto de 2008

PORTUGAL


(Um poema que evoca minhas raizes portuguesas e todas as alegrias de tê-las encontrado, um dia!)

**************

Andei por entre os meus sonhos
povoados de lembranças
e de muitas alegrias
assim vivia à espera...

Chega um dia – e nesse dia –
eu me entreguei comovida
nas asas, na fantasia
daquilo que procurava...

Em braços que me esperavam
deixei quedar o meu corpo.
Em almas tão semelhantes
repousei meu coração.

E todo o sofrer da vinda
purificado surgia
num novo tempo que, em tempo,
um passado redimia...

.............................................

Agora, de pés fincados
no solo forte do tempo,
existo: tudo é real.

Das buscas que tanto ansiava,
das respostas que buscava,
renasce o meu Portugal!

(Publicado no meu 1º livro de poesias, "As muitas faces do Bem-Querer", 1981)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

NOVE ANOS SEM O PROFETA...


Quem passou a vida experimentando o novo?
Quem avançou no tempo, em ações cada ousadas?
Quem guardou as marcas de amor ao homem e de bondade?

Foi ele, o Dom do amor. encantado....
Lá distante, junto ao Pai a quem serviu, fiel...

Foi ele, o Dom da vida,
Discípulo escolhido, vocação verdadeira...

Foi ele, o Dom da paz que, partindo,
nos deixou órfãos a todos...

Nove anos se passaram tão depressa...
É povoada de sonhos a nossa esperança
De que ele, no céu, já seja um santo.
Nenhuma dúvida sobre esse tempo novo,
Junto ao Pai que amou tanto e por toda a vida.

A saudade que permanece
De sua fiel e comovente presença ao nosso lado,
É a força que alimenta os sonhos
De um dia vê-lo, na honra dos altares!

Nesse dia, feliz dia, de coração em festa
E palmas de aclamação,
Louvaremos SÃO HELDER CAMARA,
o santo brasileiro,
de cara nordestina e dimensão universal!

domingo, 24 de agosto de 2008

OFENSA


Há um passo a ser dado,
um gesto a ser feito,
uma mão a apertar,
para destruir a ofensa
que gera a mágoa e o desamor...

Não pode durar muito
um rancor dentro da alma.
Ele precisa ser efêmero e passageiro
para que o sofrimento que gera
não seja alimentado
pelo egoísmo dos que não crêem.

Há uma certeza para sobrepor-se
ao nosso limitado entendimento...
Há uma paz esmagadora
que se segue ao encontro que redime...
Há um regaço divino
para acolher nosso corajoso coração
no enorme instante em que diz:

Perdoa!”

(Publicado no meu livro "Cantando o Amor o Ano Inteiro", 1986, Edições Paulinas)

sábado, 23 de agosto de 2008

CERTEZA


Esses braços
que me envolvem,
fortemente,
desconhecem
o que podem
provocar...

E o mundo
de carinhos
que despertam,
não se acaba,
quando finda
o abraçar...

Para mim,
uma emoção
incontrolada,
faz-me ver,
além do abraço,
que gostar

é sentir-me,
nesses braços,
em segurança,
como um náufrago,
no porto
de chegar!

(Publicado no meu livro "No Silêncio do Coração", Editora CatolicaNet, São Paulo, 2006.)