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sábado, 10 de setembro de 2011

MOSTRA INTERNACIONAL DE OLINDA – MIMO / 2011


Uma mostra internacional, tão grandiosa que chega a espantar o público que lota, literalmente, os improvisados espaços das lindas e históricas igrejas de Olinda, do Recife (em Pernambuco) e de João Pessoa (Paraíba) está movimentando o Nordeste...

É a MOSTRA INTERNACIONAL DE OLINDA – MIMO / 2011, que reúne em Pernambuco e na Paraíba nomes consagrados, instrumentistas, cantores, grupos diversos, para a execução de programação diversificada nas suas linguagens.
Os cenários escolhidos podem ser considerados deslumbrantes. A iluminação cenográfica em cada monumento, em cada espaço privilegiado criam a magia que amplia as apresentações que se sucedem, de filmes, concertos, oficinas... E isso numa semana inteira de Arte, nas suas diversas manifestações, dentro e fora de cada local escolhido, todos cedidos por seus guardiões, por entenderem o valor de se oferecer o melhor, para o Nordeste.

Em Olinda/ PE, foram escolhidos: o Seminário de Olinda, a Igreja da Sé (Catedral do Arcebispado de Olinda e Recife), o Mercado da Ribeira, a Igreja de N. Sª. Do Rosário dos Homens Pretos, o Convento de São Francisco ( mais antigo convento franciscano do Brasil), a Basílica do Mosteiro de São Bento, a Igreja do Monte (do Mosteiro Beneditino feminino) e o Palco do Carmo, armado em meio à Praça da Abolição, em frente ao conjunto carmelita mais antigo das Américas.

No Recife/ PE, foram a Igreja da Madre de Deus, a Basílica de N. Sª. do Carmo (da Padroeira da capital pernambucana), a Capela Dourada do Convento franciscano, a Igreja N. Sª. do Rosário dos Homens Pretos e o Parque Dona Lindu (linda obra do mestre Oscar Niemeyer, o mais novo espaço cultural da cidade, na praia de Boa Viagem).

De João Pessoa/ PB escolheram-se a Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, a Igreja de São Francisco (do Convento Franciscano) e a Basílica de N.Sª dsa Neves.

As atrações foram variadas, atendendo ao gosto eclético dos que quiseram cumprir essa intensa e interessante agenda:Mimo in Concert” (encerramento das Oficinas de Formação de Orquestra), “Sonoris Fábrica”, “Projeto Coisa Fina”, “Gotan Project” (da França), “Parahyba Art Ensemble”, “Trio 3-63”, “Ballaké Sissoko e Vincent Segal” (de Mali/ França), “Duo Milewski”, “Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa” (Regente Carlos Anísio; “Alex Tassel” (da França); “Guinga e Orquestra Sinfônica do Recife” (Regente Osman Gioia); / “Egberto Gismonti e Alexandre Gismonti” (Participação especial Ana de Oliveira). “Arrigo Barnabé”; “Azymuth”; “Arthur Verocai” (participações especiais: Clarisse Grova, Carlos Dafé e Projeto Coisa Fina); “Daniel Gortler” (de Israel); “Hamilton de Holanda e André Mehmari”; “Orquestra de Câmara de Toulouse” (da França); “Philip Glass (dos Estados Unidos)”; “Orquestra Sinfônica de Barra Mansa/ RJ” (Regentes convidados e Regente titular, Vantoil de Souza/ flautista Felipe Braz; “Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte” (Regente: André Muniz / Solista: Diego Paixão, violoncelo; “Pagode Jazz Sardinha's Club”. Como atração maior e para partilhar o seu saber tão grande o Maestro Isaac Karabtchevsky foi a estrela-mor.

Sem dúvida, a MIMO 2011 envolveu dois estados do Nordeste e atraiu um público ávido por atrações valiosas, vindas de muitos lugares do mundo, confirmando-se como um dos mais importantes eventos dessa corajosa terra de gente valente e sensível ao que é bom e belo!


Vamos esperar, ansiosamente, pelo MIMO 2012, como uma promessa de grande renovação!


quarta-feira, 22 de junho de 2011

QUE LINDA É A BASILICA "SACRÉ-COEUR", DE PARIS





A Basílica do Sagrado Coração ("Sacré-Coeur", em francês) é o símbolo de Montmartre, tradicional bairro de Paris, na França, erguida no ponto mais alto da capital francesa, avistado de muito lugares.



Revestida de mármore, é um encanto vê-la ao longe, com suas enormes escadarias e sua cúpula central tão característica. Para os que temem a subida difícil, em degraus que facilmente cansam as pernas, há um "trenzinho" ("funiculaire") que chega bem perto da entrada principal do templo, poupando energias e sendo uma atração a mais naquele ambiente de fé e de arte.



Sentados por todos os lados, gente de todas as idades contemplam Paris aos seus pés... Admiram os jardins que cercam o monumento soberbo, o borburinho do ir e vir constante desde a parte mais baixa, de comércio intenso até o ponto mais alto da Igreja...



Construída ao fundar-se a Revolução Francesa, provavelmente em homenagem aos tantos heróis anônimos que morreram pela sua Pátria, Sacré-Coeur está situada no agitado bairro de Montmartre, um dos preferidos dos artistas e dos boêmios. A tradição aponta aquele espaço como um lugar de santos e de mártires e por isso foi a colina escolhida para construir-se ali a bela Basílica dedicada ao Sagrado Coração, como pagamento de uma promessa. Um concurso escolheu o projeto do arquiteto Paul Abadie, que morreria pouco tempo depois de findar-se a construção, sem vir a conhecer o encantamento gerado pelo monumento nascido do seu sonho...



Ir à Sacré-Coeur, rezar rezar em espaços abençoados, povoados de Arte, merece uma Ação de Graças pelo privilégio de encontrar-se com Deus de uma forma tão soberba e definitiva!

quarta-feira, 3 de março de 2010

PALAVRAS DO PROFETA


“FELIZES OS QUE SONHAM;
alimentarão a esperança de muitos
e correrão o doce risco de, um dia,
ver os sonhos realizados.”
(Dom Helder Camara)

domingo, 6 de dezembro de 2009

OLINDA RESPIRA ARTE UMA VEZ MAIS....


É a 9ª edição da vitoriosa promoção “Olinda Arte em Toda Parte”, que movimenta o Sítio Histórico no período de 3 a 13 de dezembro deste ano. Uma infinidade de manifestações artísticas se distribui pelas ruas e ladeiras da cidade, possibilitando a constatação de que, no perímetro dos sítios históricos, a concentração de artistas e artesãos, das muitas formas de fazer Arte é uma dádiva!

Motivados pelo espírito natalino, um presépio de grandes dimensões se destaca na Praça do Carmo, criado pelo artista plástico e bonequeiro Fernando Augusto, tendo a bela Igreja do Carmo de Olinda ("a mais antiga igreja carmelita das Américas”) como “pano-de-fundo”. Uma sagrada família de 6m de altura, simboliza a tradição, a fé dos olindenses e dos que visitam a terra, nesse tempo de valorização da Arte.

Este ano, “Olinda arte em toda parte” homenageia o “Movimento da Ribeira”, que aconteceu no Sítio Histórico entre os anos de 1964 a 1972, deflagrado por vários artistas. O que foi esse movimento está sendo contado na exposição montada no Mercado da Ribeira.

E a diversidade de arte se distribui pelos ateliers espalhados pelas ladeiras e abertos até tarde da noite... Pelas instituições que oferecem temas de estudos e exposições temáticas, como a Biblioteca Pública de Olinda, o Instituto Histórico de Olinda... Pelas Igrejas que se abrem à visitação mostrando seu acervo sacro que remonta aos séculos XVI, XVII e XVII e acolhendo tendências várias de fazer-se Música... Pelas outras formas criativas de fazer Arte na Moda, na Gastronomia, no Artesanato e tantas e tantas expressões ...

Para facilitar o acesso às colinas do sítio histórico estão sendo disponibilizadas vans, pela Prefeitura de Olinda, que saem do Receptivo Turístico do Estado – na Praça do Carmo, transportando visitantes durante o evento, monitorados por estudantes de Turismo e fazendo paradas estratégicas pela cidade alta.

Nessa terra de costumes religiosos e de carnaval frenético, de talentos genuínos e cenário inesquecível, de bonecos gigantes e de manulengos deliciosos e irreverentes, de comida saborosa e diversificada, a Arte “escorre” por todos os lados e atrai a todos.

Vale a pena vir e ver!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"TEREZA DE TODAS AS HORAS"


Uma mulher múltipla, que viveu as fases da vida intensamente, tendo sido a princesa de uma família aristocrática pernambucana, a dona-de-casa e mãe devotada para os padrões da sua época, a guerrilheira nômade por amor e engajamento político, a Artista que chega aos 80 anos contando uma história de vida fascinante e apresentando uma obra concretizada numa exposição grandiosa, pela qualidade dos seus trabalhos e tamanho de cada tela criada.

Hoje é o seu dia. O dia de mostrar-se por inteiro na exposição TEREZA DE TODAS AS HORAS. O dia de falar livremente do amor que a levou embora do Brasil e a fez voltar um dia, sofrida e determinada. O dia de exibir as 52 telas que se entregam ao mundo no Museu do Estado de Pernambuco (do qual já foi Diretora), em noite de gala.

Da experiência de pintar motivos políticos, na “Brigada Portinari” da campanha de Miguel Arraes veio o interesse por quadros maiores, por muros, crescendo sue trabalho em proporções talvez nunca imaginadas... A vida lhe ensinou que o mundo é grande e começa no interior de cada um, fazendo brotar suas crenças, seus temores, suas verdades.

Andou pelo mundo... A volta ao Brasil, em 1979, conduziu-a para Olinda, onde veio se instalar em definitivo, impregnando-a de outras experiências, inclusive no poder público, onde é hoje a Diretora do Museu do Mamulengo, vitoriosa e pioneira casa de valorização do boneco olindense, que já se multiplicou pelo Brasil.

Salve, Tereza Costa Rego, sábia, forte e enternecedora mulher!

Hoje é seu dia!


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

UM CORAL DE 60 ANOS RECEBE PARABÉNS!


O dia 05 de agosto de 2009 foi mesmo muito especial... O Coral do Carmo do Recife, fundado em 05 de agosto de 1949, por iniciativa do frade carmelita Frei Pio Moreira, reunindo exclusivamente vozes masculinas, celebrava sua ação de graças pelos 60 anos contínuos de existência. Razão para dar mesmo graças ao Pai!

No começo, o objetivo era reabilitar a música sacra nas igrejas do Recife e, em especial, o cancioneiro tão particular das festas da Basílica do Carmo, Padroeira da capital pernambucana. E chamou-se – inicialmente – “Schola Cantorum Nossa Senhora do Carmo”. Seu primeiro regente foi o Pe. Jaime Diniz, conhecido musicista, compositor e maestro de Pernambuco.

Por oito anos a “Schola Cantorum Nossa Senhora do Carmo” entoou louvores a Deus e à Virgem do Carmo nos templos. Isso mudaria em 1957, com a chegada à frente do grupo do Maestro M. Bezerra, sendo o repertório enriquecido com obras dos grandes mestres eruditos e com canções folclóricas e populares, tornando-o o mais popular conjunto de canto coral do Nordeste do Brasil.

Bezerra especializou-se em arranjos para vozes semelhantes. Seus trabalhos deram uma dimensão maior ao conjunto, descobrindo e projetando solistas inesquecíveis, que marcaram a sua passagem pelo coral, em todas as épocas. E o conjunto - a partir de 1962 – passou a chamar-se Coral do Carmo do Recife, que queria, tão somente, difundir a música de todos os tempos e a música brasileira, sobretudo o cancioneiro nordestino.

E assim cantaram pelo mundo afora... Cantaram pelo Brasil quase todo... E nunca perderam a característica maior de manter a tradição inicial, como um dos poucos corais formado apenas por vozes masculinas.

Seu vasto currículo de apresentações pelos mais diversificados lugares, não impediu – nunca – o compromisso primeiro de cantar, na Basílica do Carmo, tanto o novenário em louvor da Padroeira (em julho, a cada ano), como as Missas dominicais das dez horas da manhã, além da participação, com seu canto e sua dedicação, nas comunidades assistidas pela Ordem Carmelita, em Olinda, Nazaré do Cabo, Goiana, Camocim de São Felix e em Paróquias diversas, como Cajueiro Seco e Espinheiro, entre outras. Também o manteve sempre como deflagrador de movimentos artísticos por ocasião das Semana Santa e das festividades natalinas, criando e mantendo Encontros com outros corais, em eventos de grande valia.

Isto é o Coral do Carmo do Recife, sexagenário coro de Pernambuco, hoje regido pelo Maestro Josias Gouveia, cantando para o mundo inteiro! Isto é o
o Coral do Carmo do Recife, que celebrou - numa tocante cerimônia na mesma Basílica onde tudo começou - na noite deste dia de aniversário, sua festa, reunindo outros coros e os muitos amigos que vieram homenageá-lo!

Isto é o CORAL DO CARMO DO RECIFE, um orgulho para Pernambuco e para o mundo! Parabéns, coro querido!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ARTE EM FERNANDO DE NORONHA (através dos tempos) - 3


Como dissemos em postagens anteriores sobre esse tema, ao longo dos tempos, muitos artistas visitantes ou residentes em Fernando de Noronha eternizaram-se em trabalhos sobre a beleza que viam. Isso fez com que a produção de peças de Arte, tendo a ilha como inspiração, crescesse enormemente, sendo hoje uma atração a mais no Arquipélago.

Falemos de alguns desses:

Délia Aguiar – que nasceu em Fernando de Noronha, na época em que o pai era o diretor do Cabo Francês e, depois de adulta, descobriu na Arte a maneira de registrar a sua terra. E hoje, quase que exclusivamente, é a ilha o tema dos seus quadros, de suas peças como artesã.

Zé Som, artista plástico de Olinda e que foi levado para lá em 1997 à ilha, executou excelentes trabalhos, com a característica que marca sua obra (de não usar pincéis e sim – unicamente - os dedos, na criação das telas). Comercializadas na própria ilha e depóis do seu retorno ao continente, espalhou imagens noronhenses por muitos lugares, bem ao seu estipo arrojado e bonito.

Zenival, ilustrador da Companhia Editora de Pernambuco – CEPE que retratou lendas de Fernando de Noronha com maestria para a revista Continente, Edição Especial de aniversário de 500 anos de Descobrimento, em 2003.

Janete Sreomberg Mehl, artista plástica paranaense que, em poucos dias no arquipélago, como turista, captou belos aspectos da natureza da ilha, revelando-a em telas, sobretudo, da vida marinha, doando uma delas para o acervo oficial da Administração noronhense e fazendo dessa visão de Arte o motivo de uma das suas mais belas exposições no Paraná.

Helô Ribeiro, artista plástica paulista, também visitante, que registrou os azuis noronhenses em seus trabalhos e doou um deles para o acervo local.

Rosangélia, artista cearense que não conhece Fernando de Noronha mas faz da sua Arte um tributo ao arquipélago, em criações feitas sob inspiração da beleza que busca nas imagens que descobre.

São formas de guardar-se um lugar especial pelo milagre da criação artística, que desperta cada vez mais dentro daqueles que têm, na ilha, a inspiração para a beleza!












segunda-feira, 18 de maio de 2009

A ARTE EM FERNANDO DE NORONHA (através dos tempos) - 2



Já falamos aqui em gente que, no passado, deixou registrado através da sua forma de expressão artística, o encantamento que Fernando de Noronha lhes despertou. Gente que, através de detalhes especiais, criaram primorosas formas de mostrar o Arquipélago, fosse na Cartografia, ou em outros veículos de eternização da Arte.

Alguns, como o pintor paulista Scúrzio, que estava de passagem pela ilha como turista, em 1984 e, encantado com as ruínas do Antigo Armazém de Produtos Agrícolas, na Vila dos Remédios, fez dele uma bela tela, doada ao Museu de Fernando de Noronha e afundada no navio Iracema, em 1999, quando remetida para a ilha, no naufrágio ocorrido, restando-lhe a imagem fotográfica desse primoroso trabalho.

Outros, convidados a vive
r a experiência da “Primeira visita coletiva de artistas plásticos de Pernambuco e da Paraíba a Fernando de Noronha”, numa iniciativa do Ministério da Aeronáutica, ao qual estava o então Território Federal subordinado, imortalizaram a ilha em trabalhos belíssimos, expostos na Galeria Metropolitana Aloísio Magalhães, do Recife, em 1988. Nomes como: Alex Mont´Elberto, Chico Dantas, Daniel Santiago, Henrique Bionde, Jobson Figueredo, João Câmara, José Crisólogo, Mauricio Silva, Paulo Bruscky, Plínio Palhano, Regina Martorelli, Sérgio Lemos, Sílvio Hansen, Tereza Costa Rego, Unhadeijara Lisboa e Tereza Costa Rego levaram para as telas aquilo que o espaço insular lhes revelava...

Mais tarde, em 1992, uma “Segunda visita coletiva de artistas plásticos de Pernambuco a Fernando de Noronha”, por iniciativa da Companhia Editora de Pernambuco – CEPE, também trouxeram para a história da Arte da ilha uma bela coleção de trabalhos, criados por artistas como Aprígio, Delano, Eduardo Araújo, Flávio Gadelha, Frederico, Gil Vicente, Guita Charifker, José Barbosa, José de Barros, José Carlos Viana, José de Moura, Lucian
o Pinheiro, Maria Carmen, Plínio Palhano, Rinaldo Silva, Roberto Lúcio, Tiago Amorim, além de artistas radicados no arquipélago, como Ariandna Sampaio, Flávio Freitas e Ida Korossy. Essa segunda leva de obras foi exposta na Galeria Metropolitana Aloísio Magalhães, no Recife, em 1992 e, na sede da própria CEPE, no ano 2000.

Em 1999 foi desenvolvido na ilha o projeto “Noronha em Grandes Formatos”, cuja idéia central era convidar artistas renomados que desenvolvessem seu trabalho em telas de grandes proporções. O primeiro desses artistas foi Luiz Jasmin, renomado pintor baiano radicado em Pernambuco que, em seis meses, criou dez (10) telas de 2,80x1h60, expostas no Museu de Arte Aloísio Magalhães – MAMAN, em 10 de agosto de 1999 e, posteriormente, no Centro de Visitantes do IBAMA, em Fernando de Noronha.

O assunto vai ter continuidade porque Fernando de Noronha é fonte de inspiração perene!
OBS: Tela 01 - Scurzio / Tela 02 - Tereza C. Rego / Tela 03 - Flávio Freitas

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A ARTE EM FERNANDO DE NORONHA (através dos tempos)

Fernando de Noronha atrai atenções de artistas que se expressam de diferentes maneiras. Um arquipélago isolado no oceano, rodeado de muitos azuis ao ser redor, desperta a sensibilidade de muitos e provoca a criatividade de alguns, fazendo surgir telas, esculturas, fotos e tantos outros registros de beleza, eternizando esse espaço mágico pela grandeza da Arte.

Que lugar é esse, capaz de inspirar obras de valor inestimável e tempo infinito? Quem foram esses artistas que de tantos jeitos o representaram?

Primeiro foram os cartógrafos que foram incluindo elementos decorativos nos seus trabalhos, não só confirmando a intensa navegação nas imediações do arquipélago como a arte dos cartógrafos da época. É o caso do espanhol Juan de la Cosa (em 1500), do conhecido “mapa de Cantino” (de 1502) considerado “o mais antigo mapa do Brasil”; do Mapa-mundi de Lopo Homem-Reinéis, datado de 1519; da Carta de Keulen, publicada em 1717; da Carta gravada, datada de 1738, baseado em informações colhidas em 1734, de Philippe Bauche, 1º cartógrafo do Rei de França; da Carta do arquipélago de Fernando de Noronha, de José Fernandes Portugal, datada de 1798, localizando o sistema defensivo, o sistema viário, os núcleos urbanos e as estruturas de alguns serviços ali já implantados. E muitas outras, eternizando em seus traços a orientação sobre o Arquipélago e a beleza dos detalhes que os emolduravam.

E as obras de arte produzidas por pintores, gravuristas, escultores e tantos outros artistas, ao longo dos tempos?

A mais antiga delas foi feita em 1816, Jean Baptiste Debret, quando de sua passagem pelo arquipélago, integrando a Missão Artística Francesa (acervo da Fundação Castro Maya/RJ). Anos mais tarde Alexandre Spetz eternizava criava a “praça de comando”, centro da Vila dos Remédios, em 1841 (foto). E J. Niewerth, em 1845, em têmpera sobre papel, imortalizou a Vila dos Remédios, em imagem a partir do morro da Fortaleza dos Remédios; o cemitério da Vila, àquela altura recém-construído e a Rampa de desembarque do porto de Santo Antônio, vendo-se em 1845, com vista os armazéns e rampa de desembarque (todas acervo do Museu do Estado de Pernambuco)

Não fossem esses talentosos fazedores de arte e não teríamos idéia como era ocupado o espaço noronhense... Isso se continua com a ida de do pintor francês Eugene Laissaily, autor de uma das mais completas iconografias sobre a Vila, “cercada” por muro, detalhado em seus monumentos e, entre eles, mostrando a única imagem da hoje inexistente Igreja de Nª Sª do Rosário dos Sentenciados (acervo do Instituto Ricardo Brennand/PE). Do mesmo autor são sete outras obras, todas pertencentes a coleções particulares, com paisagens do arquipélago.

No final do século XIX duas criações ingênuas, uma atribuída a Luiz Schlappriz – com a Vila dos Remédios a partir do Morro do Francês, mostrando o casario da vila, praias, o Pico, com a presença do pintor na própria paisagem e a outra, de Antônio A. Lima, registrando a “Vila da Quixaba”, em 1890 (foto - acervo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano).

No século XX a fotografia desponta e torna-se a “chave” para a compreensão do espaço urbano, em suas modificações sucessivas. Mas, a Arte continua a ser uma das formas de registro importante, com criações interessantíssimas, como as duas telas de Wash Rodrigues, uma imaginando o que teria sido a tomada pelos portugueses da ilha ocupada pelos holandeses, no século XVII e outra mostrando a chegada de Dutra em Fernando de Noronha, quando Ministro da Guerra.

Em 1984 o pintor paulista Scúrzio, pintou o Antigo armazém de produtos agrícolas, da Vila dos Remédios e a Capela da Fortaleza dos Remédios, contribuindo para que se conheça a aparência desses dois lugares antes que o tempo e o descaso dos homens quase os fizesse desaparecer.

O assunto continuará a ser falado aqui, enfocando outros tempos e outros artistas que, em Fernando de Noronha, deixaram-se ficar nas suas diversas formas de fazer Arte.

quarta-feira, 4 de março de 2009

FERNANDO DE NORONHA NO SONHO DE UM ARTISTA




Quando a gente sonha só, é apenas um sonho...
Quando a gente sonha junto, a realidade está começando
.”
(Dom Helder Camara)

Os sonhos alimentam a vida. Tem gente que tem sonhos fantásticos, e consegue exprimir isso através da Arte, criando, de alguma forma, a materialização daquilo que imagina poder existir.

Foi assim com ERNON, um artista plástico dedicado, principalmente, à arte do “bico-de-pena”, uma antiga e bela técnica de desenho que “cria formas com suas dimensões, planos, sombras, perspectivas e simetrias agradáveis através de pontos, curvas e traços, às vezes longos, suaves e até inacabados, fazendo surgir paisagens, casarios, natureza morta, usando o único recurso do contraste em preto-e-branco”.

Fernando de Noronha mereceu ser reproduzida no sonho de ERNON, que imaginou a Vila dos Remédios completamente restaurada no seu casario antigo, na imagem que se vê acima, percebendo-se, claramente, a lateral da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios; o antigo Armazém de Cereais na praça em frente a ela; a Fortaleza dos Remédios no alto do morro e outras casas da Vila... Ah! Se esse sonho expresso através da Arte viesse mesmo a tornar-se realidade!!!