Mostrando postagens com marcador data comemorativa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador data comemorativa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O REPOUSO DERRADEIRO DO PASTOR


De forma definitiva, Dom Helder Camara agora repousa num espaço apropriado, na Igreja da Sé, Catedral do Arcebispado de Olinda e Recife. Próximos a ele, no mesmo altar preparado com zelo e carinho, estão o querido Dom José Lamartine - farol que iluminou os tempos helderianos, lado a lado com o Profeta, ajudando-o, como Bispo Auxiliar, na condução da Arquidiocese – e, mesmo que pareça estranho, foi unânime a decisão de colocar-se ali também - junto ao mestre e pastor - o mártir Padre Antônio Henrique, apóstolo sereno e atuante, militante em prol da juventude consciente e perseguida, dando sua vida pela causa que abraçara, hoje objeto de busca da verdade, nesses tempos de clareza e explicações.

Um momento especial foi preparado e aconteceu no dia de hoje - 27 de agosto - data em que os 13 anos de sua partida foram rememorados. Conduzindo a cerimônia com o carinho de filho, esteve o especial Arcebispo desse tempo de busca da luz, Dom Fernando Saburido, que tudo providenciou, cumprindo o dever de condutor do seu rebanho e “helderólogo” convicto. E abençoou as urnas que guardavam os restos mortais dos três amigos, para que o Dom repousasse no templo onde tantas vezes celebrou – inclusive as inesquecíveis Missas Natalinas – no seu sossego de agora, após o dever cumprido fielmente, ladeado de companheiros de fé e de lutas.

Claro que as lembranças se avolumam... Este homem pequenino, de gestos largos e enorme capacidade de olhar bem longe, antecipando um tempo em que todos seriam felizes, continuará dormindo e seu eterno sono, na sua catedral, junto dos seus dois grandes amigos, e dali vai emanar o vento bom da certeza do céu que ele fez por merecer chegar e de onde continuará nos abençoando a todos, seus devotos verdadeiros.

Olinda tem agora mais um local de veneração e prece. Na Igreja de tantos séculos, dedicada ao Salvador do Mundo, escolhida para tanto desde 1534, fiéis e turistas, gente do povo, anônimos passantes, hão de persignar-se diante daquele altar especial, por que nele – adormecido - está o santo dos nossos dias, o corajoso homem que o mundo acolheu e concedeu honrarias, descansando das fadigas e incompreensões da vida, confabulando com gente que lhe esteve tão próxima – na vida e nos ideais abraçados – que se fizeram dignos dessa partilha de agora.

Abençoados sejam!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

20 de julho - DIA DO AMIGO E DA AMIZADE


RECEITA DE BEM QUERER

No começo,

apenas um olhar desconfiado

e o cumprimento formal,

sem calor, sem comprometimento...

Depois,

o crescente envolvimento,

a procura cada vez mais freqüente,

a descoberta de possibilidades.

o afeto, a emoção de estar junto...

Pronto.

Na suave teia da afeição verdadeira,

o homem se emaranha por completo,

deixando-se envolver no carinho amigo.

E, de repente,

já não há frieza no olhar ansioso,

nem reservas, no abraço acolhedor.

Mais uma vez, no mundo,

desfaz-se a capa da indiferença

dos apegos verdadeiros

e explode a deliciosa forma de querer bem,

única capaz de restaurar,

no coração do homem,

a amplitude dos espaços transcendentes

e levá-lo a sonhar, cheio de esperanças...

Mais uma vez

pode-se chamar de amigo

àquele que tocou o nosso coração,

e a gente descobre como é doce o bem querer!

(do livro meu "Em louvor de amigo" - inédito)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

16 DE JULHO – O DIA DA MÃE DOS CARMELITAS

Todas as lembranças infantis afloram neste dia...

16 de julho – o dia da Mãe dos Carmelitas!


Desde cedo, a soberba Basílica acolhia seus filhos,

sempre profundamente decorada,

sempre povoada dos sons fortes do “Coral de Frei Pio

(o CORAL DO CARMO DE RECIFE,

antes a “Schola Cantorum N. Sª do Carmo”),


O ritual se repetia: missas ao longo do dia,

nos altares laterais e no altar-mor;

a procissão no meio da tarde; a missa de encerramento...

Lá fora, brinquedos atraiam a menina devota,

Ávida por re-descobrir as alegrias dos “cavalinhos”, da “roda-gigante”

e re-experimentar o sabor do algodão-doce, das maçãs-do-amor,..

Festa vivida ano a ano, roupa nova, coração aos saltos,

músicas de sempre, do devocionário carmelitano...


A menina se fez mulher. O amor pela Virgem do Carmo perdurou...


Ali ela disse “sim”, um dia, ao eleito do seu coração:

naquele mesmo suntuoso altar, onde três frades carmelitas

abençoaram o seu momento de escolha...

Ali ela trouxe, um dia, sua pequenita,

para batizá-la no altar da Virgem Peregrina...

Ali ela acompanhou – por décadas – o som que a encantara um dia:

- do Coral do Carmo – onde fez amigos

e onde seu eleito também viria a cantar, para atende-la!


Não há como mensurar esse tempo que vai passando...

Ele é fervor, saudade, compromisso, esperança...

Já não há brinquedos dos tempos de menina...

Tantos que viveram esse tempo e já se foram

estão guardados no coração e reaparecem nas lembranças de hoje.

16 de julho – o dia da Mãe dos Carmelitas!

O dia da minha Mãe, da mãe de todos os cristãos!”

Aleluia!!! Aleluia!!! Aleluia!!!



sexta-feira, 6 de julho de 2012

JULHO - O MÊS DA VIRGEM DO CARMO

Dentre os seres humanos criados por Deus Maria está em 1º lugar... Nós, cristãos católicos, a veneramos porque Deus a escolheu para ser a mulher que traria o Salvador ao mundo. “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. disse Isabel, ao recebê-la em sua casa...

Essa mulher especial, de mais de mil títulos, é celebrada - no dia 16 de julho - como N. Sª. do Carmo, um nome que vem do século XIII, quando, no Monte Carmelo (que significa Jardim), na Palestina, juntou-se um grupo de eremitas, que queria seguir o exemplo do profeta Elias, num jeito novo de viver que, mais tarde, se estenderia ao mundo. Daí nasceu a comunidade dos "Carmelitas".

Diz a tradição que esses eremitas ergueram uma capela dedicada à Maria que, mais tarde, seria chamada "N. Sª do Carmo" ou "N. Sª do Monte Carmelo". Essa devoção se espalhou pela Europa e, daí, foi levada para todo o continente americano, instalando-se primeiramente em Olinda, onde está a mais antiga casa carmelita das Américas. E a Virgem foi assim louvada em igrejas, lugarejos, capelas, oratórios, como uma prova de como esta devoção saiu dos âmbitos dos conventos carmelitanos e se tornou propriedade do povo, enraizada no coração de todos.

A festa da Padroeira dos Carmelitas foi fortalecida entre 1376 e 1386, comemorando a aprovação da sua regra pelo Papa Honório III. A data foi fixada para o dia 16 de julho, porque é também a data em que - segundo a tradição -, Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e lhe entregou o escapulário, um sinal efetivo de devoção carmelitana.

A ordem carmelita é uma das mais antigas na história da Igreja, Considera o profeta Elias como o seu patriarca. Elias e Maria estão unidos numa narração que se assemelha a uma lenda. Fala de uma visão que mostrou ao profeta a vinda da Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saia da terra e se dirigia para o Monte Carmelo. Perseguidos pelos sarracenos no século XII, os frades se dividiram em dois grupos: os que ficaram ali foram massacrados e o convento incendiado; os que se refugiaram em outros lugares partiram depois para a Europa, onde fundaram conventos. A um desses frades, Simão Stock, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de anjos, segurando nas mãos o escapulário e disse a ele: "Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas". Vem daí a devoção do Escapulário (cujo nome significa “armadura”, “proteção”). O uso do escapulário é um sinal de confiança em Nossa Senhora, para que ela cubra de graças aquele que o usa e o proteja de todos os perigos espirituais e corporais.

Para os recifenses, julho é um mês especial. O novenário começa hoje... Milhares de fiéis acorrem à bela Basílica do Carmo do Recife, para lembrar a “videira florescente” que é Maria! Flores, tapetes, cortinas e tantos outros ornamentos, tornam ainda mais bonito o templo da Padroeira! No ar, o precioso som do CORAL DO CARMO DE RECIFE, com mais de 60 anos de existência, dedicados à Virgem do Carmo, entoando seus louvores, extraindo do Cancioneiro Carmelita as belas e imorredouras canções, a elas somando a privilegiada obra composta pelo saudoso Maestro M. Bezerra, para louvar sua e nossa Mãezinha.

Ó Rainha do céu, flor do Carmelo”, cantou ele na inesquecível “Prece”. E, comovidos nós todos repetimos, essa que é a mais bela prece de toda a criação de Bezerra: “Ó Rainha do céu, flor do Carmelo”,!

Vamos saudar a Virgem do Carmo?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

LEMBRANDO FERNANDO BORGES


74 anos nascia, no Recife, aquele que seria – por muitos anos – o mais querido e conhecido maestro das noitadas musicais, dos encontros de “brotos”, dos carnavais de clubes, dos bailes de debutantes, das festas de casamento, das formaturas e de tantos e tantos momentos especialíssimos...
FERNANDO BORGES era esse maestro: elétrico, criativo, dinâmico, dominando inúmeros instrumentos e cantando como ninguém os sucessos do momento e aqueles que se haviam imortalizados.
Custa a crer que, tanto tempo depois de sua partida (em dezembro de 1998), tanta gente ainda se emocione ao falar sobre aquele dínamo, capaz de tornar qualquer momento festivo absolutamente inesquecível!
Quando ele se foi, num desabafo de irmã e fã incondicional, titulei um artigo publicado em jornal com a pura expressão do que foi nossa relação de irmãos e seguidora artística: “FERNANDO BORGES: MEU IRMÃO/MEU ÍDOLO!”. Nada mais verdadeiro.
Quantas vezes fiquei por perto, nos ensaios feitos na sala da nossa casa, apreciando aquele talento genuíno, aquela garra em fazer extremamente bem feita a sua Arte... Quantas vezes sentei-me na mesa mais próxima do palco onde ele estivesse se apresentando, quase sempre com a sua “Banda Tropical” (que hoje carrega – orgulhosamente – o seu nome) para aplaudi-lo, apreciá-lo, sentir sua alegria em fazer o que gostava tanto...
Amanhã, dia 24 de abril, ele estaria completando 74 anos.
Que saudade de tudo o que vivemos, desde crianças! Que saudade! E que falta que ele nos faz!

sábado, 14 de abril de 2012

CORRESPONDÊNCIA DE DOM HELDER... UM PRESENTE VALIOSO!


A noite foi mágica... A imponente casa que abriga o Museu do Estado de Pernambuco estava em festa, reunindo pessoas as mais diversas, jovens ou maduras, irmanadas naquele lançamento especial, de uma obra reveladora: as “Circulares pós-conciliares” escritas pelo inesquecível Dom Helder Camara, no clima do Concílio Vaticano II.


Construídas como “um diário” as cartas escritas pelo Profeta, enviadas sistematicamente aos amigos mais chegados, mostravam um material revelador, registrando – nas madrugadas de vigília - tudo aquilo que lhe cabia fazer e criando, assim, um material de consulta fabuloso e inédito.


Nas comemorações do centenário de nascimento daquele homem iluminado, outros conjuntos de circulares também foram primorosamente impressas, como uma homenagem aos seus 100 anos de vida, comemorados com tanto carinho e com tantas solenidades, em 2008 e 2009. Agora, chega-se ao terceiro volume dessa coleção, também com três livros (como fora nas duas primeiras coleções) e o faz no dia em que celebrávamos os 48 anos de chegada a Pernambuco, para ser o Arcebispo de Olinda e Recife: 12 de abril de 2012. Foi a Companhia Editora de Pernambuco – CEPE quem tornou esse sonho verdade, junto com o Governo do Estado e o Instituto Dom Helder Camara - IDHeC.


Cada tomo agora lançado tem 400 páginas. São 1.200 páginas, ao todo, de reflexões, mensagens de vida, espiritualidade... Zildo Rocha e Daniel Sigal, os organizadores, prepararam pacientemente esse presente que nos chega, tendo em mãos os manuscritos de cartas do Dom que relatam sua experiência do período imediatamente após o Concílio Ecumênico Vaticano II, em 1965, o grande momento de mudança da Igreja Católica. E, neles, as surpresas se sucedem, com os relatos do estabelecimento de novas doutrinas, incluindo a preocupação com os direitos humanos e uma relação de tolerância com as religiões não-cristãs.


As Circulares pós-conciliares, direcionadas à “família Mecejanense” – como o Dom chamava os amigos da sua terra natal, Mecejana –, mostram o momento em que o arcebispo começava a implantar, na sua Arquidiocese, as recomendações doutrinárias do Concílio abençoado...


Todo o Brasil pode conhecer o material que agora se publica. Basta entrar em contato telefônico ou eletrônico com o Recife e combinar a melhor maneira de fazê-lo. E, de forma oportuna, os Bispos e Arcebispos que se vão reunir no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, de 18 a 26 de abril, na 50ª Assembléia da CNBB, conhecerão de imediato as obras, numa iniciativa da CNBB Nordeste 2.


Não percamos tempos. Liguem 81-3184-3170 ou 81-3421.1076, Se preferirem, usem e-mail cedohc.org@hotmail.com . Preço dos três volumes: R$ 80,00.


E que Deus os abençoe a todos!


sábado, 7 de abril de 2012

É PÁSCOA...

Todos nós fomos convidados

a viver a esperança de um novo tempo...


Tivemos tempo para refletir,

para rever uma historia tão antiga,

para encontrar o caminho seguido pelo Cristo,

querendo salvar-nos a todos.


Tivemos tempo para preparar o coração

para inundá-lo de alegria e esperança

na Páscoa redentora que chegava,

acelerando a nossa emoção por nos sabermos salvos.


E, hoje, o tempo chegou. É Páscoa!

Hoje é o dia abençoado que esperamos tanto...

Hoje é o dia de abraçar amigos, partilhar afetos

e, sobretudo, agradecer Àquele que veio para nos salvar!


Feliz Páscoa, amigo!!!

Que a Páscoa chegue ao seu coração

e nela faça morada!

Feliz Páscoa, amigo!!!


sexta-feira, 9 de março de 2012

UMA MULHER ESPECIAL RECEBE HOMENAGENS!

Desde muito pequena, ela se mostrou corajosa diante da vida. Era um toquinho de gente quando enfrentou a primeira doença grave, que a obrigava a tomar injeções diárias, extremamente dolorosas. Vê-la sair, destemidamente, em direção à enfermeira que a atenderia, levando a ampola apertada nas mãozinhas, os olhos cheios d´água, na antecipação do sofrimento que a aguardava, deu-me a certeza que ali estava alguém de fibra, demonstrando isso desde a mais tenra idade.

E assim foi (e é) pela vida afora. Ousadia, persistência, vontade de realizar coisas grandiosas, marcaram essa menininha do passado, agora premiada - no Dia Internacional da Mulher - como destaque na especialidade que quis ter na vida: a COMUNICAÇÃO.

E as emoções se sucederam neste dia 08 de março de 2012, diante dessa guerreira, dessa mulher inteira, cheia de força, acostumada a lutar por tudo aquilo em que acreditava, olhando em frente sem medo de buscar o que estava no alto!

Minha menina - MARIA LUIZA BORGES LINS E SILVA - a nossa IZA da intimidade familiar e entre os amigos, subiu ao palco nesse dia de festa para saudar todas as mulheres, representando as demais homenageadas, defendendo as mulheres vencedoras e as conquistas femininas, sem esquecer aquelas que, em seus domínios, são massacradas, escravizadas, minimizadas na sua condição de fêmea quase em risco. Grande discurso! Grandes momentos!...

Que bom que eu vivi para ver isso acontecer, para registrar na minha história pessoal, os feitos dessa minha cria - e de todas as outras minhas filhas tão queridas – todas orgulhosas das irmãs que têm e dispostas, também, a lutarem pelos seus sonhos e desejos...

Salve, meu "destaque Tacaruna"! Salve!


quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


QUEM É ESSA CRIATURA???

Uma deusa? Uma rainha?
Um pessoa múltipla?
Um poço de ternura?
Um ser corajoso e único?

Quem é essa criatura
cheia de força e de sonhos,
capaz de chegar a extremos,
quando o amor a impulsiona?

Quem é essa criatura
destemida e arrojada,
pronta para assumir a dor,
quando assim se faz necessário?

Quem é essa criatura
capaz dos mais suaves gestos
e das mais fortes palavras,
quando movida pelo bom senso?

Ela é a MULHER,
Ela é o ser especial
definido pelo Criador,
para ser paz, remanso, carinho...

Ela é a MULHER
e isso basta, porque nela
tudo se completa e, sem ela,
o mundo seria diferente e triste...

MULHER,
Ainda bem que ela existe!!!

*********************

(no "Dia Internacional da Mulher" - 2012 )


domingo, 19 de fevereiro de 2012

É TEMPO DE CARNAVAL

Se em todo o Brasil o Carnaval é um tempo de festas, em Pernambuco ele tem um significado excepcional... A folia cresce em importância pela diversidade cultural que marca o reinado de Momo, levando para as ruas o povo da capital, da região metropolitana e do interior, cada um desses espaços guardião da beleza e da diversidade de ritmos e de danças próprias e únicas, na singularidade como surgiram e se fizeram tradição.

Nos sítios históricos de Olinda o Carnaval tem um cenário especial, derramando magia e beleza pelas ruas, ladeiras, becos, montes... São os bonecos-gigantes, cheios de irreverência e impacto... São as centenas de clubes, troças, blocos, de nomes curiosos, anunciados todos pelos clarins que os precede... Nos bairros localizados fora desse circuito secular, os pólos de animação apressam-se em levar a beleza conhecida na área tombada para longe, oportunizando a descoberta do lirismo, das tradições e do novo, que se vai incorporando ao Carnaval dos dias de agora, fiéis ao passado e, ao mesmo tempo, aberto à mudança.

Na capital – o Recife – também a febre de animação se apresenta, começando oficialmente com “o maior bloco do mundo” – o Galo da Madrugada e seguindo adiante, tanto no Recife-antigo como em uma infinidades de espaços carnavalescos, onde a irreverência também faz morada, nas inúmeras agremiações, reunindo adultos e, de forma especial, trazendo os pequenos para a festa desde a mais tenra idade... E o frevo “rasgado”, dançado como ninguém imagina, concorrendo com o batuque forte dos maracatus, nos cortejos de realeza africana... E o lirismo dos blocos fazendo história...

Pelo região metropolitana e pelo interior do Estado não é diferente. Muito frevo e passo, grupos de caboclinhos com suas preacas, maracatus rurais (com as extraordinárias golas bordadas apenas por homens), papangus e suas máscaras originais, carros alegóricos, e outros, outros, outros...

Certamente, nada se compara a entrar-se num Carnaval sem passarelas, limite de tempo para “exibição”, mas liberto e diverso. Com a vantagem que pode-se olhar, mexer-se enquanto contempla os que passam e dançam, ou entrar no centro da festa, fantasiar-se para representar seu bloco, ou ainda dar-se as mãos, como uma corrente humana, para proteger os que brincam e seus instrumentos que espalham as melodias.

Isto é o CARNAVAL PERNAMBUCANO. Isto é o tempo de extravasar fantasmas, enfeitar os rostos, experimentar danças frenéticas ou tranqüilas, sempre de acordo com o “gosto” de cada um.

Duvida??? Então venha... Ainda dá tempo!

E, de quebra, reverencie as figuras escolhidas para serem símbolos do Carnaval de 2012: Em Olinda: seu ex-Prefeito em dois diferentes momento, jurista, historiador e também folião GERMANO COELHO, No Recife, o jurista, compositor e cantor ALCEU VALENÇA. E ainda o velho (e tão querido) LUIZ GONZAGA, “o Rei do Baião”, na comemoração dos 100 anos de seu nascimento.


Vamos lá... “Acorde” o folião que existe em você e venha!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CONCELEBRANDO COM DOM HELDER


Uma igreja lotada. Cânticos lindamente entoados pelo Grupo Celebrai (da Catedral da Sé de Olinda). Um pregador emocionado e comunicativo. Um clima de alegria e de saudade. Assim foi a celebração pelos 103 anos de nascimento de Dom Helder Camara, no dia 07 de fevereiro, na singela Igreja de N. Sª da Assunção das Fronteiras, onde ele viveu por muitos anos e onde morreu, em 2009.


Frei Joaquim Ferreira, oc, Vigário Episcopal Norte da Arquidiocese de Olinda e Recife - presidiu a concelebração, representando o Arcebispo, atualmente em férias e confessou-se profundo admirador de Dom Helder desde os tempos de seminarista, na convivência com o "helderólogo" Frei Pio Moreira, oc (o fundador do Coral do Carmo do Recife que, ao longo da vida reuniu, em 27 volumes, textos e reportagens sobre o Dom e poemas e meditações dele próprio, publicados na Imprensa e/ou lidos por ele em programas radiofônicos que manteve por anos e anos, à frente da AOR.)


Ao findar-se a Missa, o Presidente da FUNDARPE, chamado ao altar, anunciou que o Governo do Estado comprometia-se e concluir as obras de instalação do MEMORIAL DOM HELDER CAMARA, novidade recebida com demorados aplausos... Tudo muito simples
e, ao mesmo tempo, profundamente reverencial, na lembrança de todos, nas peças espalhadas por aquele lugar de culto, como o genuflexório no altar-mor, onde o Profeta rezava, em todas as madrugadas, acordado que era pelo despertador para a vigília, momento do encontro com Deus e fecundos momentos em que produzia sua extraordinária obra.


Esse ritual continua a se repetir, a cada fevereiro, pela fidelidade de muitos, que afluem à “igrejinha de Dom Helder” – como é identificada até hoje aquele templo.


Foi importante saber-se ali do interesse do Governo em somar forças nas fileiras dos que lutam para guardar os sinais da sua vida terrena... Esse Memorial ocupará parte do andar térreo da Igreja das Fronteiras e todo o primeiro andar da edificação, reunindo o acervo construído nos seus 90 anos de vida, contendo diplomas, honrarias, títulos, fotos, livros (editados em diversos idiomas), etc. O conjunto "casa de Dom Helder" fará parte de tudo, sendo mantida a distribuição original, como era usada pelo Profeta, com o seu quarto singelo, por trás do altar-mor da igreja, sua sala de trabalho, sua rede de cearense, a mesa onde recebia todas as pessoas, o pequeno jardim de entrada...


Na frente do templo, a escultura que celebra o Dom Helder-Poeta, continuará como quê acenando para quem chega, como parte do circuito dos Poetas Recifenses, espalhado por locais diversos da capital pernambucana, homenageando ali não o padre, o bispo, o escritor, o teólogo, o religioso mas o poeta maravilhoso que ele foi sempre, desde os tempos de jovem seminarista.


Vai valer sempre a pena reunirem-se pessoas que amam o Dom, para rezarem juntos e proclamarem – juntos também – a sua devoção!

................................................................

Fotos: Deo Barbosa


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

EIS QUE CHEGA O ANO DE 2012!


Quando um ano inteiro vai-se embora

Fica um gosto curioso na lembrança,

De gente que passou em nossa vida,

De tudo o que significou esperança.


Renascem sonhos. Refazem-se caminhos.

Mais uma vez o “novo” amedronta,

Embora carregado de evidências

De que felicidade, um dia a gente alcança.


Como é simples esperar pelo que chega,

Limpo e despojado de tudo o que se sonha,

Como uma tela ainda não usada...


Isso fascina a pessoa que caminha,

Sendo condutor da sua própria trilha,

Dia a dia, na emoção de viver, mergulhada!


*************

Que 2012 chegue com essa força

e a possibilidade de ser feliz

continue a animar a sua vida!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O TEMPO ESPECIAL DO NATAL


Nada é comum nesse tempo... As ruas se enfeitam. As luzes tornam mais belos os espaços urbanos. Através de janelas e sacadas pode-se entrever um mundo de detalhes coloridos, enriquecidos pela criatividade que faz nascer a fantasia em forma de beleza.

Isso é o Natal. Isto é a exteriorização de um sentimento de plenitude que a tudo permeia, engalanando o mundo e despertando sentimentos de paz e de solidariedade.

Pena que, nesse frenesi estimulado pelo consumo desenfreado e, ao mesmo tempo, guiado pela ternura que se derrama nas ruas e praças e que nasce também no nosso coração, vá conduzindo as pessoas para o terreno meramente material, fazendo com que o fato dominante do Natal seja esquecido ou minimizado, perdendo muita gente o sentido cristão que o caracteriza e que se faz verdade na representação do PRESÉPIO, forma concreta de representar o nascimento do Menino Deus.

A inquietação começa quando se torna claro que aquele Deus pequenino nasceu pobre, num lugar improvisado, cercado de singeleza e de mistério. Havia uma mulher grávida, prestes a dar a luz. Protegendo-a, um homem mais velho, cansado da caminhada inglória que não os levara a nenhum dos lugares esperados e sim a um estábulo, onde animais comiam. Não havia tempo para procurar mais...

É o evangelista São Lucas que nos fala daquela noite misteriosa, incluindo na cena o sobrenatural, representado pelos Anjos que entoam louvores e pedem PAZ. É ele também que descreve os pastores que, surpreendentemente, enfrentavam o frio dos campos da região e acabam por representarem o povo – daquele momento e dos séculos sem fim – prestando suas homenagens ao Menino recém-nascido.

O Filho de Deus fora anunciado, através dos séculos. Para a maioria dos que acreditavam na promessa do Redentor que chegaria, ele viria reinar, salvando o seu Povo da escravidão. Mas ele chega como um paradoxal momento histórico, inaugurando o novo momento, pequenino, indefeso, dependente, como qualquer criatura humana, semelhante em tudo a ela, menos no pecado.

Bendito tempo que reaparece a cada dezembro, na lembrança dos que esperam que o Cristo renasça novamente em nós, na nossa vida, no nosso mundo tão carente de amor!... Bendito dezembro nos amolece a alma, deixando-nos ansiosos para re-acreditar que a PAZ AINDA É POSSÍVEL, como apregoaram os anjos naquele estábulo em Belém e que nos levam a repetir esse presságio de esperança e de sonho! Bendito Natal que chega!

Que ele venha para nos fazer mais felizes e mais humanos. E que possamos crer que “no coração daquele que cumpre sua parte na vida, o Cristo nasce todo dia!!!


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

É FESTA NOVAMENTE NA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE


Dia 16 de novembro é uma data muito especial para Olinda. Neste dia foi criada – em 1676 - a DIOCESE DE OLINDA, tendo como instrumento de criação a Bula “Ad sacram Beati Petri sedem”, do Papa Inocêncio VIII. Um momento importante para esta parte do Nordeste do Brasil, até então sem autonomia eclesiástica, apenas sufragânea da Diocese de São Salvador da Bahia, desde 1624. E, na época, foi designado o seu primeiro Bispo: Dom Estêvão Brioso de Figueiredo.


Desde aquele momento inicial, a Igreja da Sé foi a Catedral da Diocese, como o é até os dias atuais e, mesmo tendo experimentado o incêndio holandês de 1631 e o abandono dos homens pelos tempos que se seguiram, o templo continuou lindamente fincado no alto do morro, descortinando beleza por todos os lados.


Olinda era considerada a “fina flor da fidalguia”, plantada num sítio que havia encantado o donatário Duarte Coelho no século XVI (uma das teorias para o seu nome, nascido da admiração daquele fidalgo ao dizer: “Oh! Linda situação para se erguer uma vila!”). No alto, em uma das sete colinas onde o traçado urbano haveria a se espalhar, estava a e, ao seu redor, derramava-se o casario, os muitos verdes, a visão do mar lá longe...


Em 5 de dezembro de 1910 a Diocese foi elevada à Arquidiocese e Sede Metropolitana, através do Decreto da Sagrada Congregação Consistorial. Seu primeiro Arcebispo foi Dom Luís Raimundo da Silva Brito.Oito anos mais tarde, pela Bula Cum urbis Recife, de 26 de julho de 1918, a ela seria anexado o Recife, que passara a ser a capital. E ela denominou-se, a partir dali, Arquidiocese de Olinda e Recife, única no Brasil a conter o nome de duas cidades na sua titulação.


Em dezembro de 2011, em meio a festas e acontecimentos, comemorou-se a existência tão antiga da arquidiocese pernambucana. Afinal, são 335 anos de vida, de tradição, de pioneirismo olindense, de uma fecunda evangelização através dos tempos.

Hoje, mais de três séculos depois, a Arquidiocese de Olinda e Recife está organizada em 103 paróquias, que pertencem aos cinco Vicariatos criados pelo Arcebispo atual, Dom Fernando Saburido, abrangendo a Região Metropolitana do Grande Recife, incluindo-se, também, o Arquipélago de Fernando de Noronha.


Na sua história de tantos feitos há o registro de muitos e santos Bispos e Arcebispos que, nesses séculos, a conduziram com apostólico zelo. Alguns se notabilizaram a seu tempo. Outros deixaram-se ficar na marca do seu pastoreio e dos seus passos de profeta, como o inesquecível Dom Helder Câmara, que levou a AOR por todos os lugares do mundo, na força da sua voz, dos seus escritos, da sua santidade e da luta em favor da Paz e da Justiça. E é ele que é procurado por tantos quantos visitam a Catedral, para ajoelharem-se diante do seu túmulo, fazerem seus pedidos e apresentarem suas orações...


Na data de festa de sua criação – 16 de novembro -, saudemos todos aqueles que escreveram seus nomes na história dessa antiga Diocese, hoje Arquidiocese! Saudemos os cristãos católicos que se orgulham do passado e veneram os que se fizeram dignos de honras e de saudades! Saudemos OLINDA, por tudo o que significa em Pernambuco, desde os áureos tempos em que floresceu pelas colinas suaves, implantando nela a civilização cristã!