quinta-feira, 20 de julho de 2017




O PODER DA AMIZADE




O poder da amizade
ultrapassa o limite do tempo
e as contradições das horas.

Não se é amigo só de perto.
Não se cultiva a amizade
apenas estando junto.

O poder da amizade
significa compromisso de coração
e definição de preferência.

Não se é amigo por uns tempos.
Não se acredita na afeição
só se houver retorno.

O poder da amizade
tudo pode, tudo enfrenta,
mesmo adversamente.

Só assim vale acreditar no outro
e sabê-lo amigo, apesar de tudo
e acima dos desencontros que,
inevitavelmente, acontecem!

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- no DIA DO AMIGO – 20 de julho


quarta-feira, 19 de julho de 2017



Helio Fernandes,volta do confinamento em Fernando de Noronha



Foi em 21 de julho de 1967 que o jornalista HÉLIO FERNANDES – punido pelo AI-5, por haver atacado a Revolução de 312 de março em artigo jornalístico – foi mandado para Fernando de Noronha, sendo o último preso político levado para ilha, que fora sempre vista como espaço prisional para todas as penas.
Dizia ele queA História dos povos e das nações, não se escreve com a omissão dos que se entregam, e sim com a bravura e a intrepidez dos que resistem. E sua vida foi marcada por essa coragem, enfrentando – a partir de 1964 - três confinamentos (Campo Grande, Pirassununga e Fernando de Noronha), afora todas as outras censuras recebidas.
Preso na ilha, enfrentando a solidão e a saudade, viu-se diante de uma visão diferente dos homens e das coisas do país. E sentiu-se grato àquele lugar isolado oferecia lhe ofereceu um especial “posto de observação” inesperado e fecundo, que até despertou sua gratidão ao governo que o desterrou.
Ali leu tudo que lhe chegava às mãos (até jornais velhos). Perdido nos seus próprios pensamentos discutia consigo mesmo, sentindo-se responsável por traduzir em palavras o que sentia e a experiência que vivia... Chegou a concluir que “todo homem público devia passar 30 dias em Fernando de Noronha: políticos, generais, padres, trabalhadores, estudantes, donas de casa... Todos desterrados dentro de si mesmo...”
Hélio Fernandes, ainda adolescente, trabalhou na revista O Cruzeiro. Foi chefe da seção de esportes do Diário Carioca e diretor da revista Manchete. Em 1945 cobriu a Assembléia Constituinte, onde conheceu o jornalista Carlos Lacerda, de quem ficou amigo. Foi jornalista no recém-lançado jornal Tribuna da Imprensa. Foi assessor de imprensa de Juscelino Kubitschek na campanha dele à presidência da república em 1955. Após a campanha, polêmico como sempre, volta ao jornalismo de oposição ao governo que ajudara a eleger. Trabalhou também na televisão, como comentarista política, com muito sucesso. Em 1960 adquiriu o jornal Tribuna da Imprensa.
Como Jornalista “de esquerda”, foi perseguido antes do Golpe Militar de 1964. Teve seus direitos políticos cassados em 1966. Com a censura à imprensa imposta foi preso e obrigado ao exílio em Fernando de Noronha.
Aqui lembramos - no dia de hoje - esse “prisioneiro” que nos deixou uma narrativa preciosa do seu tempo de confinamento, reveladora do que foram aqueles dias vividos no meio do oceano, sabendo-se injustiçado e perseguido por causa dos seus ideais.     
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Foto da chegada de Hélio Fernando ao Rio de Janeiro depois de ser libertado.

domingo, 16 de julho de 2017

SAUDEMOS A PADROEIRA DO RECIFE

De muitas formas e com o coração contrito
nós te saudamos hoje, Virgem do Carmo...
Não estamos sozinhos nessa expressão de fé!
Juntam-se a nós homens e mulheres
de ontem, de hoje, de sempre
igualmente cativados por ti, amada Mãe!

Sabemos que fostes invocada com muitos nomes...
Significastes lugares de aparições,
Invocações da Ladainha, ou apenas
sentimentos alimentados dentro de nós,
como reconhecimento da tua grandeza,
e da tua entrega absoluta ao plano de Deus!

E porque cremos em tua realeza de Mãe
- e Mãe de um Deus encarnado na humanidade - 
   privilegiamos aqui o teu alvorecer
no Monte Carmelo, tão longe de cada um
e tão perto do nosso coração,
onde entregaste ao Servo o teu Escapulário...

Mãe querida, Mãe de todos os recifenses,
Mãe de todos os pernambucanos,
Neste dia especial da tua devoção,
Voltamos a ser a criança que te acolheu um dia
e aceitou a proteção que oferecias,
como medianeira escolhida pelo céu...

Milhares de devotos te seguirão,
misturados aos que te buscam na oração
e nos rituais devocionais eternizados.
Estaremos entre eles, com a firmeza da nossa fé
e o compromisso que o teu “bentinho” nos dá,
repetindo a invocação, trazida da infância:
NOSSA SENHORA DO CARMO, ROGAI POR NÓS!