sábado, 9 de maio de 2015

DIA DAS MÃES – UM DIA ESPECIAL


  Desde sempre, e por toda a vida,
lentamente uma semente se prepara,
na alma de cada mulher-menina, para fazê-la MÃE, um dia...

Por um bom tempo, seus brinquedos simbolizam essa destinação.
Cuidar, proteger, amar é o seu oficio de criança,
no doce aprendizado da maternidade.

Um dia, o milagre acontece!
E a mulher - no amadurecimento do seu corpo -
gera o filho sonhado, completando-se o inevitável ciclo da vida!

Daí em diante,
tudo se transforma, ao seu redor e dentro do seu coração!

Agora ela é MÃE. É a guardadora, a protetora,
o esteio, o amor materializado de forma sublime!

MÃE: compromisso para toda a vida!
MÃE: alimento, cuidados e carinhos que se desdobram!

MÃE: certeza de que a paz se materializa,
no aconchego e no estar com o filho!

Saudemos as mães de todo o mundo,
pela força com que se doam e os sacrifícios que assumem...

Saudemos as mães, pelas renúncias a que se obrigam
e a coragem de lutar, sem descanso, pela felicidade do filho...

Saudemos as mães todos os dias e pela vida inteira,
guardando-as no silêncio do nosso coração,
e externando o nosso amor, para sempre!

domingo, 3 de maio de 2015

ORAÇÃO PARA PEDIR A DEUS A BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO DE DOM HELDER CAMARA E ALCANÇAR GRAÇAS POR SUA INTERCESSÃO



 “Ó Deus de amor e misericórdia, que destes à Igreja o Bispo Dom Helder Camara, nós vos agradecemos pelo dom de sua vida e vos bendizemos por suas virtudes. Exercendo o seu ministério em favor da justiça e da paz e dedicando sua missão à causa dos pobres, imitou o Bom Pastor que deu a vida por suas ovelhas. Vós que prometestes glorificar aqueles que vos servirem, dignai-vos glorificá-lo com a honra dos altares e, por sua intercessão, dai-nos a graça que vos suplicamos (menciona-se a graça em silêncio). Fazei que, seguindo o seu exemplo, possamos testemunhar o vosso amor e a vossa misericórdia, junto aos nossos irmãos e às nossas irmãs. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

Com aprovação eclesiástica

OBS: Esta oração é para uso pessoal e particular. Em nada se pretende antecipar à autoridade da Igreja, à qual, unicamente, compete pronunciar-se sobre a santidade de Dom Helder.    

Graças alcançadas sejam comunicadas ao: Postulador da Causa de Dom Helder. Palácio dos Manguinhos – Av. Ruy Barbosa, 409 – Graças – CEP 52.011-400 – Recife/PE

Colabore com a Causa de Dom Helder, depositando qualquer quantia:
Conta: AORCANON DOM HELDER   Banco do Brasil, Ag. 3108-9  C/C 37570-5
..................................................................................

E O PROFETA SERÁ SANTO



Quando o profeta nasceu,
nem nome havia para identificá-lo...
Foi preciso dar asas à criatividade
e inventar um nome que haveria de imortalizá-lo,
perpetuando-se em tantos outros “Helders”
pelo mundo afora!

Muito cedo ele se descobriu padre,
no coração e na vontade de enfrentar as tantas dificuldades
que haveriam de rodear sua vida nada calma.

Pequeno, ainda, começou sua caminhada.
Muito jovem recebeu o sacerdócio como um troféu,
comprometendo-se a ser – para sempre –
a voz dos que não podiam falar e o coração pensante
dos que não tivessem oportunidade de fazer isto.

E seguiu pela vida, frágil na aparência e enorme na alma,
desbravando caminhos
e antecipando-se ao mundo que o rodeava.
Nada haveria de desviá-lo dessa reta intenção.
Ser Padre era a sua força.
A justiça, sua bandeira.
A paz o caminho a ser percorrido, apesar de tudo.

Este foi o menino Helder, nascido no carnaval de 1909.
Este foi o jovem Padre Helder que o mundo acolheu,
reconhecendo a santidade que fez dele
o profeta do século que se findava
e o exemplo de vida a ser seguido por todos.

Este será o SANTO HELDER, brasileiro, nordestino,
um dos mais amados seres humanos do mundo,
a caminho dos altares e sempre nos nossos corações  

terça-feira, 28 de abril de 2015

A CHEGADA DO JAHU A FERNANDO DE NORONHA


Final do mês de abril de 1927. Como um grande pássaro, chega a Fernando de Noronha o hidroavião Jahu, pilotado por João de Barros e seus companheiros  João Negrão (copiloto), Newton Braga (navegador) e Vasco Cinquinin (mecânico). No mar revolto do arquipélago, realizava-se a primeira parte do sonho do piloto brasileiro, cumprindo ali a etapa pioneira de vôo.

O Jahu, um hidroaviãoda marca Savoia-Marchetti S.55 o último de seu modelo no mundo - fazia a terceira travessia aérea do Atlântico Sul - a primeira da história sem escalas -, em 1927, depois de Gago Coutinho e  Sacadura Cabral, em 1922 e Ramon Franco e uma equipe espanhola, no hidroavião Dornier DO J Wahl "Plus Ultra", em 1926.

A travessia aérea de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, nas comemorações do Centenário da Independência do Brasil, havia inflamado a imaginação do aviador paulista. E ele resolveu enfrentar um "raid" transoceânico perigoso, que o faria famoso. naquele hidroavião que tinha sido preparado na Itália, próximo à Gênova e batizado de "Jahu" em homenagem à cidade brasileira Jahu, onde o piloto nascera. Com uma eficiente tripulação a acompanhá-lo decolou dia 13 de outubro de 1926, rumo a Gibraltar, para a 1ª etapa do voo. E seguiu adiante, enfrentando as dificuldades, parando para os necessários consertos que se sucederiam.

Após os últimos preparativos antes de cruzar o Atlântico Sul, na madrugada de 28 de Abril de 1927, o Jahu decolou rumo ao Brasil. Numa altitude de 250 metros e a velocidade recorde de 190 km/h, voou durante 12 horas ininterruptas, sem escalas, pousando na enseada Norte da ilha de Fernando de Noronha sob o sol poente, com problemas na hélice traseira e com 250 kg de combustível ainda a bordo. Era o 1º pouso, num mar desconhecido e agitado. Dali em diante, todo o país comemoraria e acolhendo festivamente os aviadores nas demais etapas do percurso: Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, onde o raid foi concluído em agosto daquele ano. E o arquipélago pernambucano tinha sido o primeiro a acolhê-los. O Jahu nunca mais voaria. A crise econômica mundial e a Revolução de 1930 obrigaram João de Barros a abandonar seu sonho, vindo a morrer em 1947, vinte aos depois do sucesso do seu empreendimento.

Por muitos anos o Jahu esteve em exposição até 1950, no Museu do Ipiranga. Depois, transferido para o Museu da Aeronáutica de São Paulo, com o patrocínio da Fundação Santos Dumont, ficou quarenta anos, período em foi visitado por nós, que – percebendo estar incompleto o percurso feito por ele em 1927, pela ausência de qualquer registro visual sobre a pioneira amerisagem no arquipélago, foi ele doado doado por nós à Administração do Museu,  em nome do Programa de Resgate Documental sobre Fernando de Noronha, a foto do hidroavião fundeado na mar noronhense, tendo o Morro do Pico como testemunha, foto essa do acervo original da família Pinheiro de Menezes, sendo o comandante do presídio, na época, o Sr. Manuel Pinheiro de Menezes Filho e doada pelo filho dele, Genaro, testemunha ocular da famosa amerisagem.  
 .
Desativado o Museu de Aeronáutica no ano 2000, o Jahu foi levado para o Campo de Marte e mereceu receber uma restauração completa, com diversos parceiros como financiadores (inclusive a Aeronáutica Militar Italiana, que ainda espera construir uma réplica dele para seu Museu Histórico). Concluídos os trabalhos em 2007, pretendiam que ele ficasse exposto a céu aberto na cidade de Jaú. Problemas legais fizeram com que uma réplica dele ficasse na cidade que inspirou seu nome, estando o hidroavião hoje cedido pela Fundação Santos Dumont – por comodato – ao Museu da TAM (Museu Asas de Um Sonho), em São Carlos (SP), onde permanece exposto.

Para Fernando de Noronha fica o orgulho de ter, em sua cronologia, esse importante registro: o de ter recebido, pioneiramente no Brasil, o hidroavião Jahú, primeiro avião a cruzar o Atlântico pilotado por um brasileiro, em 1927, e único “sobrevivente” mundial entre as 170 unidades produzidas na Itália durante a década de 1920.
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Fotos
1. O Jahu amerissado no Porto de Sto. Antônio
2. Tripulantes do Jahu na Fortaleza dos Remédios, acompanhados do diretor do Presídio e filhos pequenos.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

PELÓPIDAS SILVEIRA E A PESCA EM FERNANDO DE NORONHA




Desde a ocupação definitiva de Fernando de Noronha, em 1737, foi a pesca uma das atividades praticadas por presos e correcionais ali confinados, sem que o produto da sua jornada de trabalho fosse a ele próprio destinado. A vida naquela lonjura, e com tantos criminosos, não era mesmo para ser facilitada, mas gasta em trabalhos constantes, que mantivessem o preso ocupado, sem folgas. E, entre os “trabalhos” destinados a esses homens, estavam as jornadas de pesca, com desembarque de peixes feito no “Porto do Cachorro”, próximo ao Parque de Sant´Ana, uma das fortificações do grande Sistema Fortificado Noronhense (considerado “o maior do Brasil, no século XVIII, com dez fortes em 17k²”). Nas suas muralhas, desde o final do século XVIII, costumavam os presos salgar o peixe trazido do mar, para serem consumidos nos dias que se seguiriam. Por isso, surgindo daí o nome popular Reduto da Salgadeira”.

Embora farto, facilmente pescado, nas proximidades do Arquipélago ou em saídas para mais distante, o peixe era alimento para os que dirigiam o presídio; só uma vez por semana destinado ao preso, que tinha o seu habitual “muniço” formado por feijão, farinha e charque.
 
Em 1942 criou-se o Destacamento Misto da II Guerra Mundial. E, ao implantarem-se os diversos serviços necessários para a sobrevivência de três mil “pracinhas” em Fernando de Noronha, foi enviado para a ilha o Serviço de Pesca, como uma das organizações da estratégia de defesa montada. E com ele vieram apetrechos mais modernos que as formas artesanais de pesca, inclusive com barcos a motor. Extinto o Destacamento Misto em 1945 (com o final da guerra), restou o Território Federal Militar, administrado pelo Exército até 1981; pela Aeronáutica até 1986; pelo EMFA até 1987 e pelo MINTER, quando recebeu o seu 1º e único governo civil. Nesse tempo de TFFN, a pesca passou a ser praticada por ilhéus-pescadores. E foi estimulada a pesca submarina como lazer, sendo conhecida a presença de famosos, como Ivo Pitanguy, nos campeonatos de caça submarina organizados pelos militares.
 
Em 1957 o governador militar da ilha, José Francisco da Costa, firmou um convênio com o Prefeito do Recife, Pelópidas Silveira, para “abastecer o Recife de peixe, na Semana Santa daquele ano”. E, para isso, destacou cem (100) pescadores da Colônia Z-1, do Pina/ Recife, enviando-os para a Fernando de Noronha, a fim de ensinarem o seu ofício aos pescadores noronhenses, conseguindo a captura da maior quantidade de peixes que pudessem, a fim de que o objetivo da ida fosse atingido. É desse tempo o costume de vender-se, na sede do TFFN no Recife, peixes vindos do Arquipélago, que tinham procura e sempre eram considerados “em pequena quantidade”.
 
Uma parte daqueles pescadores desgarrou-se do compromisso oficial do convênio e ficou na ilha, integrando-se com os ilhéus e mandando buscar a família ou constituindo-a por lá, o que significou – com o passar dos tempos - um aumento considerável da população. Também criou-se a Associação Noronhense de Pesca – ANPESCA, congregando os pescadores, para que aprendessem a defender seus direitos.



 
Com a reintegração do Arquipélago a Pernambuco (estado ao qual pertenceu até 1938, quando foi requisitada “a título precário” pelo Presidente Getúlio Vargas e nunca devolvida) e, ao mesmo tempo, a criação do Parque Nacional Marinho – PARNAMAR/FN, a pesca passou a ser enquadrada entre as atividades submetidas às normatizações necessárias, por ser o lugar agora uma área de conservação. À época, somente os habitantes mais velhos, que costumavam pescar como lazer, em determinados pontos da ilha principal ou da Ilha Rata (ilha secundária), tiveram autorização para continuar pescando nos seus “pontos”, sem que essa autorização tivesse nenhuma continuidade, após o falecimento desses. E a pesca seguiu, como é até os dias atuais, sendo normatizada, feita no alto mar, monitorada pelos que compõem o órgão ambientalista de controle, hoje o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade – ICMBio e antes o IBAMA.
 
Também foi estímulo para Campeonatos de Pesca, realizados a cada ano, dentro das normas vigentes e que atraem cada vez mais os amantes dessa atividade como lazer. O Turismo de mar, praticado na ilha, tem incluído entre o leque de opções de atividades marinhas, a pesca feita por turistas, conduzidos e orientados por engenheiros de pesca, preparados para incrementar a atividade sem dano para a ilha.

E, no rastro da História, vale recordar a experiência vivida por concluintes de Engenharia de Pesca da UFRPE, sob a coordenação do Prof. Yashito Motorrachi, em 1990, que levou 12 estudantes para o desenvolvimento da pesca com uso do “espinhel” e do “atrator” como instrumentos para captura de peixes e tubarões, infelizmente encerrada pela morte de quatro desses rapazes na queda do Bandeirantes do Governo de Pernambuco, em 20 de setembro daquele ano.

Registram-se hoje essas informações em homenagem a Pelópidas Silveira, Prefeito do Recife que entendeu a necessidade de melhorar a pesca em Fernando de Noronha, conveniando com o então Governador do TFFN o envio dos pescadores do Recife, naquele distante 1957, alguns dos quais continuaram na ilha de forma definitiva! Uma ação pouco conhecida dos que hoje homenageiam aquele político pernambucano, no centenário do seu nascimento. 

Fotos: 
1 - Pelópidas Silveira
2 - pesca na década de 1930
3 - pesca de Biu Guarda e Sérgio Lino