quinta-feira, 16 de julho de 2015

LOUVOR A NOSSA SENHORA DO CARMO


 
São tantos os nomes como te chamamos, Mãe querida...

Louvamos a tua Conceição Imaculada,

o teu aparecimento em Fátima, em Lourdes e em tantos lugares abençoados,

diante de gente simples e pura, capaz de carregar tua mensagem pelo mundo...



És a Virgem acolhida com tantas e belas saudações,  

nas Ladainhas com que te homenageamos...

E, de repente, as gentes de tantos lugares param, em julho,

para chamar-te Senhora do Carmo, Rainha do Carmelo!...



Com esse nome os homens e mulheres de todo o mundo se encontram,

para venerar-te de forma muito especial e devotada alegria,

recordando-te no Monte Carmelo, muito antes que nascesses,

para viver na humildade de uma casa em Nazaré, séculos depois...



Agora é o tempo dessa louvação.

Agora teus filhos, revestidos com teu Escapulário

- manto protetor por ti mesmo doado –

acorrem para as homenagens tão diversificadas e comoventes...



Nossa Senhora do Carmo, Padroeira dos Carmelitas pelos séculos afora.

Patrona, em tantos lugares e, em especial, aqui, em Pernambuco:

onde estão os teus devotos, contritos e agradecidos,

para louvar-te uma vez mais, unidos aos louvores espalhados por aí afora!



Nossa Senhora do Carmo, Padroeira do Recife, venerada em Olinda,

na Casa-Mãe das Américas, de forma particular,

este é o mês das homenagens mais tocantes e verdadeiras,

porque reinas, nos templos a ti erguidos e dentro do nosso coração!



Ave, Mãe dos Carmelitas! Ave!


 



segunda-feira, 13 de julho de 2015

NORONHA: NOVA USINA MOVIDA A ENERGIA SOLAR...


Inaugurada recentemente, a Usina Solar Noronha II, construída pela Celpe em Fernando de Noronha, é a nova geradora de parte da energia do arquipélago, a partir da radiação solar. O consumo a ser produzido corresponde a 5,4% do consumo da ilha. 
 
O local escolhido foi o Boldró, exatamente na região onde, em 1957, os americanos se instalaram no Posto de Observação de Mísseis Teleguiados, após ser firmado o Acordo entre o Brasil e os Estados Unidos da América, dando a eles o direito de se estabelecerem novamente em Fernando de Noronha por cinco anos, para trabalharem o seu programa de foguetes. A primeira ocupação americana tinha sido no período da 2ª Guerra Mundial.

Na época, montou-se uma superfície controlada em mapa, partindo da Flórida (base de lançamento) até a Ilha de Ascensão (no Atlântico Sul). Entre um ponto e outro, 12 estações de controle acompanhariam a trajetória dos projéteis. Nesse estudo, a 11ª estação foi a ilha brasileira de Fernando de Noronha, situada na rota dos teleguiados americanos. O Posto era o penúltimo dos sistemas, através de 8.000Km e acompanhava o percurso dos projéteis ao longo do percurso, lançados de Patrick Field, no Cabo Canaveral (hoje, Cabo Kennedy), sob a fiscalização do COPRONE (Comissão de Projetos do Nordeste).

Dentre os serviços instalados para essa ação, estava o Sistema de recolhimento e distribuição d´água de chuva através de uma placa captadora construída no sopé do Morro do Pico, formada por uma base de cimento armado, rejuntada com betume, com uma área de 12.000m2, considerada até hoje a “maior da América do Sul”, recolhendo e canalizando água para dois reservatórios, também revestidos com betume, com capacidade para 1.5 X 106 litros, de onde a água seria levada aos filtros, para tratamento por cloração,   bombeada para dois tanques, de 3,94X105  litros e daí distribuída para toda a área do acampamento. O sistema funcionou até os nossos dias.

Foi essa fantástica área - preparada na década de 1950/60 - que, ocupando 8.000m² e que pertencente a Pernambuco, que acolheu a recente instalação da Usina Solar Noronha II, deixando de funcionar como captadora de água de chuva para gerar energia, aliviando a dificuldade de fornecimento de luz para o Distrito Estadual, minimizando custos até com diminuição do óleo diesel como combustível, como era feito desde 1980.

Um grande passo atual para a melhoria da energia no espaço insular e um aproveitamento de uma contribuição americana feita em meados do século passado, como registra a história noronhense. 
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Fotos:

  • A placa captadora da água da chuva construída pelos americanos na década de 1950. Acervo do “Programa de Resgate Documental sobre F. Noronha”
  •  A adaptação atual para gerar energia. Acervo: Diário de Pernambuco.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

UM MESMO LOUVOR EM DUAS CIDADES-IRMÃS



A festa dura três semanas... Uma festa de devoção, de carinho pela Mãe do Céu, aqui invocada sob o título de NOSSA SENHORA DO CARMO. Para as duas cidades tão próximas – Recife e Olinda – acorrem devotos de todos os cantos, para essa veneração que tem o tempo do amor filial como sua marca e a tradição tão antiga como inspiração.

Primeiro no RECIFE, onde ela é a Padroeira aclamada por decisão popular, que se fez verdade no começo do século XX, deixando de ser a “padroeira menos principal“ (título que dividia com o então verdadeiro patrono, Santo Antônio) para ser a venerada como Mãe de todos os recifenses. E pelos tempos afora as comemorações se sucederam, no belo e solene Novenário de músicas próprias, por mais de sessenta anos entoadas pelo mesmo grupo de canto – o Coral do Carmo do Recife – afora os festejos profanos no largo da sua Basílica, sempre marcados pela fidelidade dos filhos e a curiosidade dos visitantes.

Depois, a retomada pelos carmelitas da velha e belíssima Igreja o Carmo de Olinda – a mais antiga igreja da Ordem nas Américas, desde 1580 – estendeu e uniu a devoção entre as duas cidades-irmãs, prolongando o tempo de celebrar a Virgem do Carmelo, dando-lhe um  tempo maior, unindo os festejos , a partir da procissão do dia 16 de julho, através dos mais de seis quilômetros de caminhada de um lugar a outro, marco do início da festa de Olinda.

Pois esse é o tempo que estamos vivendo. No Recife, desde o dia 1º de julho, cantos, flores, celebrações concretizam essa festa carmelitana. E preparam a continuidade que virá, a partir do dia 16 de julho, para se fazer verdade lá na Casa-Mãe de Olinda, com o tríduo de orações e a solene Missa festiva que encerra toda a festa.

Revestidos com o Escapulário, os devotos externarão sua fé e confirmação sua escolha, privilegiando a Mãe de Deus com o título de Senhora da Carmelo, entregando-se às homenagens a ela prestadas, de tantas maneiras...

E, entre tantos cantos feitos para saudar essa Mãe, cantarão seu amor filial, na PRECE que sintetiza o amor no coração de todos:

Ó Rainha do céu, Flor do Carmelo, tu que és o auxílio do cristão,
ouve, Mãe poderosa, o meu apelo; eu confio em teu bom coração...
A teus pés, Virgem Santa, permaneço, implorando a tua proteção.
Tu bem sabes, ó Mãe, o que te peço, nessa humilde, singela oração!
Tu bem sabes, ó Mãe, meu sentimento. Tu bem sabes que é grande o meu amor.
E eu sei que tu és o meu alento. No sofrer, tu minoras minha dor.
Só o justo floresce como a palma. Um lugar, entre os justos quero ter...
Teus louvores, cante sempre a minha alma, pra poder teus favores merecer! 

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OBS: a música PRECE foi composta pelo antigo e já falecido maestro do Coral do Carmo do Recife, M.Bezerra, num momento de dor extrema e com ela,  alcançou a graça pedida à Mãe dos Carmelitas. De lá para cá, é uma das melodias mais entoadas ao longo dessa festa de amor sem limite.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A FESTA DE SÃO PEDRO MAIS BONITA DO BRASIL


A festa é uma tradição. Começou como uma devoção popular dos que viviam da pesca. Foi atraindo outros moradores, outros visitantes e virou um especialíssimo momento de celebração e confraternização, sempre iniciada com a preparação do andor com a imagem do “padroeiro dos pescadores”, seguida da celebração ao ar livre, diante da pequena e lindíssima capela a ele dedicada... Depois, pelas mãos dos pescadores, principalmente, a Procissão segue para o Porto de Santo Antônio, onde barcos enfeitados aguardam esse momento, para fixar o pequeno andor no barco que seguiria em frente, no azul/esmeralda do mar de Fernando de Noronha.

Pouco a pouco, outros costumes foram sendo incorporados ao momento primeiro, com músicas religiosas seguindo o cortejo, grupos de música externando em cada embarcação  sua alegria pela festa que seguia pelo mar-de-dentro, para vir terminar novamente no ponto de partida, na confraternização coletiva com a peixada preparada e servida ali mesmo, por Dona Pituca, disponível para todos. Um momento de cada um celebrar - na alegria de uma festa - sua devoção, seu encantamento por todo o ambiente onde a comemoração se fazia, comendo juntos – todos – o peixe, o pirão, o arroz...

Quem já vivenciou essa festa garante: não há Festa de São Pedro igual àquela, no mar de Noronha. Só vivenciando-a, para ter certeza!

Hoje é DIA DE SÃO PEDRO. Hoje é dia de FESTA em Fernando de Noronha. Hoje é dia de encher os olhos daquela “belezura” toda, no entorno da capela pequenina, no caminho que leva ao mar, no esfuziante deslizar em barcos acompanhando o Santo, na partilha do peixe gostoso e farto, lembrando sempre a inesquecível Dona Pituca, que deve a tudo contemplar, lá onde estiver, num outro plano...

Viva São Pedro, o Padroeiro dos pescadores de Fernando de Noronha e do mundo!          
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Fotos: momentos da festa, junto à Capela e no Porto de Sto. Antônio