quarta-feira, 4 de maio de 2011

MENSAGEM PARA AS MÃES



MÃE SÍMBOLO DE PAZ



Lá fora o mundo inteiro se agiganta.

Aqui, a paz se fez gesto e presença:

é a mãe, que ao filho, baixinho, acalanta,

numa mensagem cheia de inocência.



Que poderosa força se levanta

e faz essa mulher tão destemida?

Que encantamento, cheio de ternura,

amplia o abraço, proteção querida?



No aconchego sonha o pequenito

com um mundo igual ao que ele tem agora,

onde a maior ventura é ser criança...



Dorme, menino e sonha, enquanto podes

ter uma mãe que, em te guardando o sono,

prepare o tempo de ter esperança!



(Do meu livro: "As muitas faces do bem-querer", Recife, 1981)




domingo, 1 de maio de 2011

REVERENCIANDO MARIA EM FERNANDO DE NORONHA




Novamente é MAIO em Fernando de Noronha. Como um costume antigo, as reverências à Mãe de Deus brotam de todos os lugares, desde os espaços marianamente erguidos, em tempos distantes, às vilas, às casas, aos espaços noronhenses, num fervor que se faz História também e que tem belas e inesquecíveis lembranças de procissões, de cortejos de crianças vestidas de anjos, de andores enfeitados e conduzidos por mãos piedosas, de recitações de terços no começo das noites, de celebrações em lugares os mais diversos...



Novamente é MAIO, em Fernando de Noronha. É MAIO numa terra sob a proteção de Nossa Senhora, sob a titulação "dos Remédios" (no principal templo da ilha e na capela da Fortaleza dos Remédios), "da Conceição" ou "das Graças" (na pequena e singela Capela da Quixaba, na vila distante) e novamente "da Conceição", como foi na capela do cemitério (hoje, inexistente) ou "do Rosário" (no templo erguido por mãos presidiárias, também arruinada pelo tempo e o descaso dos homens).



Novamente é MAIO, numa ilha essencialmente mariana, que louvou a Mãezinha do Céu desde o século XVIII, e prosseguiu na sua devoção, repetindo orações, cânticos, terços e muita devoção...



Novamente é MAIO em Fernando de Noronha. Neste 1º dia do mês, engalanada, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios acolheu seus filhos e deixou-se preencher dos sons que trazem o amor e o carinho dos seus filhos, jovens e antigos devotos.



Que ela - a Mãe dos Remédios - nos abençoe a todos!


domingo, 24 de abril de 2011

DOM HELDER E A IGREJA DAS FRONTEIRAS







Em pleno domingo de Páscoa, chegam-me fotos, feitas por um amigo, da singela e querida Igreja de Nossa Senhora da Assunção das Fronteiras da Estância de Henrique Dias", simplesmente identificada como "Igreja das Fronteiras", escolhida por Dom Helder Camara para ser o seu lar, quando de sua vinda para a Arquidiocese de Olinda e Recife, longe do "Palácio dos Manguinhos", que talvez lhe parecesse suntuoso demais para acolhê-lo.



Por trás do altar improvisou-se o seu quarto: sem janela, sem ventilador, com uma cama simples e um local para abrigar seus poucos pertences. Emblemática essa escolha... Aquele homem abria mão de viver em um sólido casarão, para escolher a simplicidade de um templo distante, num "quarto" pequeno, obrigando-se a percorrer a distância entre os dois mundos onde transitava, morando num e trabalhando noutro, deslocando-se sem problemas pelo meio do rebanho amado.


As fotos que me chegam - como um presente de Páscoa - mostram a Igreja reformada, numa ação de muitas mãos e pronta para abrigar, daqui a algum tempo, o MEMORIAL DOM HELDER CAMARA, preparado aos poucos para revelar a vida e a obra daquele que é considerado "o profeta do século XX".



Uma dessas fotos mostra, também, a escultura feita pelo artista Demetrius, do "Dom Helder-Poeta", que integra o Circuito dos Poetas no Recife, inaugurada por ocasião da comemoração do centenário do nascimento desse inesquecível Pastor; Braços abertos, olhando para o céu, lá está o "poeta-Helder" olhando o mundo, com seu jeito simples e arrebatador de ser, a singela cruz de madeira sobre o peito, a batina de cor clara...


São fotos muito bem-vindas, como um abençoado presente pascal, que divido com todos!

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Fotos: Carlos Alfredo Melo (do Recife)

terça-feira, 19 de abril de 2011

ALELUIA! É PÁSCOA!


A vida nos cobra, a cada momento,
uma tomada de posição:
caminhar sozinho, isolado,
ou partilhar com os outros.

Parar para refletir nisso
não é "perder tempo"
mas fortalecer-se para luta,
que nos quer em marcha, sempre.

PÁSCOA é tempo de reflexão.
Há uma ressurreição a celebrar
e a nos impulsionar para o alto,
para o bem, para os outros...

Cheguemos a ela assim:
desarmados, predispostos à mudança,
fazendo da amizade verdadeira
um dom precioso nas nossas vidas!

Acolhamos o bem, sem demora
e experimentemos a alegria de viver,
de ter sonhos a realizar hoje,
amanhã e depois, como impulso vital...

Nada é acaso. Nada é inútil.
Tudo tem vida. Tudo tem razão de ser.
E na PÁSCOA essa verdade se faz maior
porque um Deus nos deu a salvação!

Aleluia! Feliz Páscoa!

MARIETA
(na Páscoa de 2011)


domingo, 17 de abril de 2011

PALAVRAS DO PROFETA


Descubro, feliz, que não é simulacro de interesse que sinto pelas criaturas.

Amo-as do mais profundo de mim mesmo: como se as tivesse arrancado do nada;

derramando por elas todo o meu sangue

e vivesse apenas para que tivessem vida e vida mais abundante...

O mistério é simples: és Tu o meu Deus Uno e Trino

que amas teu universo através das minhas entranhas...

(6ª Circular - Recife, 18/19-04-1964)

sábado, 9 de abril de 2011

EM OLINDA É TEMPO DE ORAÇÃO E PROCISSÃO




O período que antecede a Semana Santa e todos os dias dessa semana diferenciada é, para Olinda, um tempo de tradições, de religiosidade, de encontros, de trocas afetivas, de fé...


Pelas ruas, largos, ladeiras e becos da cidade paira um clima favorável para que a comunidade católica olindense cante, reze e medite nas igrejas, nos caminhos antigos e estreitos, diante dos nichos e em procissões que repetem passos e confirmam a verdade da fé.


São muitos os momentos. Em dois dias da semana que antecede a Semana Santa, propriamente dita, duas procissões ganham as ruas:


* a PROCISSÃO DO ENCERRO (popularmente chamada "procissão das velas");

* e a PROCISSÃO DOS PASSOS, que repete momentos da Via Sacra, parando diante de Nichos iluminados e decorados para que ali, diante de uma cena da Paixão de Cristo, aconteça uma reflexão.


Depois, seguem-se as celebrações do período, com:

* a PROCISSÃO e MISSA DE RAMOS,

* as cerimônias penitenciais,

* a MISSA DOS SANTOS ÓLEOS - na quinta-feira santa (essa na Sé-Catedral, com a presença de todos oa padres da Arquidiocese de Olinda e Recife, renovando seus votos sacerdotais e cada Paróquia recebendo os óleos que usarão ao longo do ano (para o Batismo, o Crisma e a Unção dos Enfermos),

* a PROCISSÃO DO SENHOR MORTO - na sexta-feira santa;

* as vigílias pascais que atravessam a noite e terminam com o nascer do Domingo de Páscoa;

* a PROCISSÃO DA RESSURREIÇÃO, ao amanhecer do Domingo, anunciando a vitória da Vida sobre a morte de Cristo;

* e as Missas de Páscoa.


Claro, por muitos outros lugares procissões e missas recordam o sofrimento do Cristo e o seu triunfo sobre a morte... Mas em Olinda esses momentos ganham em se participar disso em um ambiente propício, a começar pelas 22 igrejas e 11 capelas espalhadas pelo sitio histórico, badalando seus sinos ou movimentando suas matracas, em pungentes ou gloriosos proclamas religiosos.


E um encanto para os olhos que seguem cortejos, corações que pulsam animados pela fé e beleza plástica por que isso acontece numa cidade impar e singular, que é OLINDA!


quinta-feira, 31 de março de 2011

EM FERNANDO DE NORONHA, UM BARCO ESPECIAL




Não é um barco comum. Sua forma estranha, lindíssima, permite que seja comparado - e "batizado" - de barco-nave ou hidronave, pela sua semelhança com uma nave espacial, flutuando sobre o claro mar de Fernando de Noronha.


Chamado de "PROJETO NAVE", a embarcação - de tecnologia russa - tem visor para o exterior e fundo de acrílico, que permite passeios com uma inesperada visão subaquática, tanto à luz do dia como em saídas noturnas, pelos holofotes instalados, desvendando o diversificado mar noronhense, com sua rica fauna marinha, suas evidências de naufrágios e de ocupações ocorridas em outros tempos.


São correntes, âncoras, cascos de navios, por onde se espalham peixes, arraias, tartarugas e tudo o mais desse santuário marinho. Nada deixa de ser visto, pelas suas potentes lentes. E, mesmo tendo à dsposição os segredos do oceano, também presenteia a todos com visões da beleza cênica do arquiélago, chegando bem perto de rochas vulcânicas, do cenário de sonho que tantos conhecem.

O hidronave chegou para deliciar turistas e desvendar mistérios para pesquisadores, sendo um equipamento de estudo do oceano para todos. Palmas para o engenheiro de pesca Leo Veras, o especialista em tubarões que fez de Fernando de Noronha o seu lar e o seu campo de estudo e trabalho!


domingo, 20 de março de 2011

UMA TRADIÇÃO NORDESTINA QUE SE RENOVA

"Eu prantei (plantei) meu "mio" (milho) todo no dia de São José...
Se me ajuda a "providênça" (Providência)
vamo (vamos) ter mio a "grané" (granel)...
Vou "coiê" (colher), pelos meus "caico" (cálculos),
vinte espiga em cada pé"...

A canção gostosa ecoa, pelos tempos afora, na poderosa voz de Luiz Gonzaga. E ela guarda uma tradição valiosa, na crença do nordestino no poder de São Jósé em ajudá-lo a ter uma safra de milho boa, a cada ano.

Não há mistério nessa ligação do "dia de São José", 19 de março, com o tempo de "São João", 24 de junho, porque esse é o tempo necessário - medido em semanas, entre essas duas datas do calendário religioso - para que o milho - plantado em meados de março - esteja pronto para ser colhido em junho. O povo é que, sabiamente, "inventou" o seu calendário particular, ligado às celebrações religiosas da Igreja Católica. É o saber popular justificando a ciência à sua maneira!

Ontem, dia 19, foi o DIA DE SÃO JOSÉ. Homenagens foram prestadas àquele que a igreja venera como o pai adotivo de Jesus, a quem foi dada a missão de zelar pelo Filho de Deus e por sua Mãe, Maria, criando-O desde o nascimento. E, entre as muitas festas feitas para ele, que é o Patrono da Igreja, está a dos agricultores nordestinos, prontos para ao plantio, crendo naquilo que aprenderam de seus pais, avós e que repassarão para as gerações futuras.

Mais uma vez prevaleceu a sabedoria que vem do povo, que se consolida entre os mais simples, que se perpetua como herança, na riqueza da sua tradição. O mesmo povo que batiza seus filhos com o nome JOSÉ, também considerando herança, ter esse nome abençoado entre os seus. E é esse povo que considera "obrigação" chamar de Maria José / José Maria, a toda criança que nascer "laçada" (envolvida no cordão umbelical), como uma tentativa de evitar que esse menino/menina venha a "morrer queimado ou afogado".

E isso me faz lembrar uma outra deliciosa canção, do paraibano, mestre do repente, Jackon do Pandeiro, que diz: "Vixe, como tem Zé. Zé de Baixo, Zé de Riba. Desconjuro assim com tanto Zé... Mas como tem Zé lá na Paraíba!

Coisas saborosas que retratam a cultura popular deste Nordeste sofrido e sábio, que vale a pena recordar"

sábado, 12 de março de 2011

OLINDA / RECIFE - IRMÃES E ANIVERSARIANTES



De um lado está OLINDA: preciosa jóia lusitana, plantada em sete colinas, espraiada a partir do mar, agregadora de tempos que se foram mas deixaram-se ficar, no casario azulejado, nas tantas igrejas e capelas, nos conventos e mosteiros, nas ladeiras íngremes e estreitas, nos becos de nomes sonoros, nos sabores inesquecíveis e criativos...

Do outro lado, o RECIFE: plano em sua maior parte, serpenteado por rios domados por pontes que por eles se debruçam, traçado em ilhas que se juntam para fazer nascer o espaço urbano, protegido pela linha natural de arrecifes que vieram a batizá-lo lindamente...

Duas cidades distintas e unidas. Dois polos tão próximos que parecem ser só um. Dois destinos interligados, embora tenham, cada um deles, suas características próprias...

Uma - OLINDA - a mãe e matriz, nascida do sonho de um donatário destemido, a "oh! linda situação para se construir uma vila" que se fez verdade. Outra - RECIFE - filha interligada pelo porto natural que permitia o ir e vir europeu e que cresceu e se traçou pela cobiça holandesa que veio mais tarde - no século XVII - permitindo a diferenciação que foi surgindo e veio a separá-las em definitivo!

OLINDA, a capital primeira, o berço dos estudos ligados à Coimbra, religiosa no seu crescer à sombra da cruz, acolhendo jovens decididos em suas andanças de arte e de som. RECIFE. a terra onde viviam os mascates, o ambiente portuário, o enriquecimento a partir das atividades econômicas que explodiam por toda a parte.

Em Olinda, a arte estava naquilo que se erguia, nos monumentos religiosos e civis que surgiam, na Vila que se consolidava, onde habitavam os senhores da terra. No Recife, a primeira ponte chegou no século seguinte à sua formação, nos ares estrangeiros que a fizeram solo, cuidando que seus rios fossem a marca, o diferencial, a lembrança mais forte.

E hoje, dia 12 de março, juntas essas duas terras comemoram o seu aniversário, a data que vale como uma certidão de nascimento... Para uma - a VILA D´OLINDA - o dia em a Câmara já existente concedeu à terra a sua Carta de Foral, distribuindo seus espaços para sempre, com aqueles que a fizeram surgir. Para a outra - a RIBEIRA DO MAR DOS ARRECIFES - o "reconhecimento histórico da sua existência" ali, tão perto e tão necessária. Para as duas, razão de orgulho e respeito!

Saudemos essas cidades-irmãs, que celebram juntas um dia de reconhecimento e de razão para festejar! Saudemos a MARIM, antes habitada por índios Caetés e Tabajaras e o PORTO DOS NAVIOS próximo a ela, que viriam a ser chamadas, para sempre, de OLINDA e de RECIFE!

E que seus filhos tenham a alegria de poder dizer: PARABÉNS!!!

sábado, 5 de março de 2011

QUEM É ESSA???

Para uns, encantamento e sedução.
Para outros, aborrecimento e decepção.
Para muitos, a razão de viver.
Para todos, a necessária presença desde pequenino.

Quantas contradições...
Quantas certezas...
Quantas alegrias...
Quantas lágrimas...

Quem é esse ser infalível que por vezes erra?
Quem é essa deusa que pode até parecer demoníaca?
Quem é formosura e suavidade?
Também capaz de enfeiar-se e desesperar-se?
Quem é doçura e dedicação?
Às vezes passível de ser dura e irredutível?

Ela é a MULHER, especial presença no mundo,
que guarda em si as faces mais diversas...
Ela é aquela que avança, que luta, que sofre,
que se entrega, que chora e que se doa...
Ela é aquela de coração pronto para a acolhida
e braços a serviço do carinho que o mundo precisa tanto...

Ela é a MULHER, criada para dividir os encargos divinos,
como co-patrocinadora da vida e protetora de muitos...
Ela é a MULHER, sinônimo de felicidade e de graça,
a quem se destinam homenagens no seu dia especial,
porque ela existe, graças a Deus!!!

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(para o dia 08 de março de 2011 - DIA INTERNACIONAL DA MULHER)

quem

quem

quem

domingo, 27 de fevereiro de 2011

EM PERNAMBUCO, FAZ TEMPO QUE JÁ É CARNAVAL!


Oficialmente, o Carnaval dura três dias. Começa no domingo, prolonga-se pela segunda e pela terça-feira e deveria terminar ao findar-se esse "último dia", porque a quarta-feira de cinzas chega e com ela o tempo da Quaresma se inicia. Isso é o que dizem os calendários e todas as previsões a respeito do período momesco...

Mas, em Pernambuco, isso é assim??? Que nada! Nem bem terminam as festas de Ano Novo e os clarins anunciam um Carnaval que vem chegando, muito mais cedo do que se esperaria e com toda a força da participação popular, especialmente no Recife e em Olinda.

Os blocos "acertam" suas marchas e afinam seus instrumentos de pau e corda. Os maracatus, suas alfaias. seus gonguês, seus taróis, suas caixa-de-guerra, seus xequerês. Os caboclinhos, suas preacas. Os clubes, seus instrumentos de sopro e percussão. Os bonecos gigantes, seus passos, pelo andar dos seus carregadores. E outros, outros, outros, também... Assim se antecipa o Carnaval, enquanto se prepara e espera a grande festa!

Experimente caminhar pelo Recife antigo, nesse tempo de antecipação. De cada canto vem vindo um grupo, uma troça, um clube... Os sons se misturam. O colorido das roupas das fantasias empolgam. A decoração oficial - ainda incompleta - cria a expectativa exitante que promete. E vá se entregando a essa folia que surge, aquecendo-se para os dias oficiais de Momo.

Ou tente enfrentar ladeiras e ruas de Olinda, nesses meses anteriores ao Carnaval... Prepare as pernas, apure seu fôlego e suba/desça, sempre atrás de uma infinidade de agremiações, oficiais ou "oficiosas", irreverentes ou solenes, "ensaiando" para o tempo que vem chegando. Agarre-se firme na mão de quem está mais perto, sendo você também parte desses "cordões humanos" que protegem os instrumentos e os instrumentistas, as fantasias tão bem cuidadas ou improvisadas, os que brincam e os que apenas olham, apertam-se, espremem-se, naquele mar de gente de todos os cantos. Por todo lado, peças enormes, de extrema beleza vão concretizando e distribuindo sonhos, compondo a sempre aguardada decoração dos sitios históricos dessa terra, carnavalesca na sua "alma".

Por muitos outros lugares desse Estado multiplicador de folia o clima é o mesmo: alegria, entrega, participação, cumplicidade, partilha, vontade de ser feliz!

Ave, Pernambuco, por tudo o que cria e pela força com que teus brincantes correspondem ao que se espera de ti! Ave, Pernambuco de múltiplos carnavais! Já e já ele chega pra valer, enfim!



domingo, 20 de fevereiro de 2011

ARTISTA PLÁSTICO RECEBE UMA MERECIDA HOMENAGEM!


O anúncio surpreendeu, principalmente, o homenageado: FERNANDO AUGUSTO GONÇALVES será o alvo de todas as honrarias do Carnaval de Olinda em 2011, um tributo merecido pelas tantas vezes que coloriu e vestiu de poesia a cidade, exatamente para a folia carnavalesca...

Um decisão justa. Uma recompensa talvez tardia para quem fez os mais fantásticos enredos, ano a ano, re-criando bonecos, totens, figuras, cores, matos, beleza, engenho e arte, a mais bela e popular Arte espalhada por ladeiras, ruas, sacadas seculares, caminhos dos homens e dos sonhos.

Quem é esse homem múltiplo, talentoso e criativo, capaz de distribuir o belo pelos espaços olindenses, no Carnaval e fora dele, em "quadros sequenciados" de figuras mágicas, envoltas em miragens e delírios inesperados? Quem é esse ator, escultor, manipulador, bonequeiro, mestre popular na arte do Mamulengo, nos palcos da vida, nas aulas magistrais ministradas, nas instituições que imaginou e fez nascer para sempre?

Quem é esse profissional da Arte, Ex-Secretário-Adjunto de Patrimônio, Cultura e Turismo dessa mesma Olinda que o homenageia? Quem é Fernando Augusto Gonçalves, amigo de tantos e unanimidade no seu talento agora em destaque?

É aquele que carnavaliza Olinda, reveste-a de figuras bíblicas nos presépios natalinos gigantes; que cria e torna visíveis peças exclusivamente feitas para teatro de bonecos; que imaginou e tornou verdade (com apoios diversos, todos embarcados em seu sonho) o 1º MUSEU DO MAMULENGO em Olinda, de onde brotaram outras experiências semelhantes, pelo Brasil afora...

Nesse próximo Carnaval ele não se retirará, caindo de cansaço pelas noites indormidas no preparo do seu enredo (como costumava fazer), mas caminhará pelas ruas, como "um criador diante das criaturas criadas", para receber o aplauso e os abraços dos amigos, dos admiradores e dos anônimos foliões, gratos todos pela genialidade com que vestirá Olinda, mais uma vez, fazendo-a mais bela do que já é...

Neste próximo Carnaval, ele será parte dessa festa de cor, de luz, de coragem, como membro e guia dessa equipe fantástica, preparada sob seu comando e feitio e adormecerá cada dia embalado pela maravilha que fez brotar e fazer-se força no palco da folia e da Arte!

Parabéns, Olinda, pela homenagem concedida! Poucos a mereceriam como o homenageado de 2011!

Parabéns, Olinda!
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Fato 01 - Decoração do Carnaval de Olinda feita pela homenageado.
Foto 02 - Fernando Augusto - o homenageado
Foto 03 - Presépio-gigante feito no Natal, por Fernando Augusto